Foi bom voltar a ver-te.


Voltei a ti, muitos anos depois. Os suficientes para me encontrares diferente mas jamais os necessários para te encontrar menos exuberante. Percorri-te, ouvindo a mesma música que nos uniu. Com a sensação plena de que todos estes anos foram duros de passar. Ciente de que nada foi fácil depois de ti, nem nada foi fácil antes de te ver pela primeira vez.



Olhei-te com o sorriso da primeira vez. Verti as mesmas lágrimas de saudade. Porque marcaste a minha vida para todo o sempre. Brilhaste da mesma forma, mas acolheste-me com o carinho de sempre. 

Sim, estou diferente. Notaste? Claro, a vida mudou-me. Muda-nos a todos. Numas coisas para melhor, noutras irremediavelmente para pior. Mas é disso que se faz a vida, de mudanças. Apesar de tudo, estou aqui. De novo, em frente a ti. E à tua imensidão. 

Não percorri as tuas ruas como da outra vez. Não sorri tantas vezes como o fiz há tantos anos atrás. Nem te abracei com os mesmos sonhos. Abracei-te com sonhos diferentes e com desejos também eles distintos. Desta vez, viste-me sozinho. Eu sei. Mas só tu sabes que te pisei e que te olhei com aquele que me deste ao ouvido. No fundo, voltamos a estar os 3. Juntos. Depois de tanto. Depois de uma imensidão de obstáculos. 

"Vá, limpa essas lágrimas. Fiz-te forte e quero-te forte!" Ordenaste! Assim fiz, pelo menos por breves instantes. Mas devia-te isto. Voltar para te dizer que o que uniste continua unido. Sim, não te vou mentir. Há sempre feridas a curar depois de uma queda tão grande. Até porque umas infeccionam por teimarmos em mexer demais e depois custam sempre mais a desaparecer. Mas não há nada que o amor não cure.

E por isso, hoje que te vejo de novo. Deixa-me dizer-te, obrigado. Obrigado por me teres dado tudo o que me deste. 7 anos. É obra! 

Ah, e continua assim. Linda. Até já!

C

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