Política de verdade


Apetece-me falar de política. Aliás, apetece-me citar alguém, sobre Manuela Ferreira Leite. Um artigo de opinião de alguém - que até nem aprecio muito pelos seus textos na revista de domingo do JN - claramente não socialista, e que lembra a tal "política de verdade" que a mulher que quer derrubar Sócrates, gosta de fazer.

Tempo de autocrítica

É impossível não ver no programa eleitoral do PSD ontem apresentado, e no anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de Pacheco Pereira, a da autocrítica.

Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".

Abrasador


A isto é que se chama um final apoteótico do mês de Agosto. Os termómetros lá em cima e a vontade de trabalhar, bem cá em baixo.

E tu... eras capaz?

Embora grande, o vídeo vale bem a pena! O seu sentido encontra-se mais para a parte final, mas vejam-no todo.
Pergunto-me: seria alguém mesmo capaz de fazer isto? Isto sim, é o amor?!
Se o é, espero um dia, ser capaz de tal!

Amor Diferente?


"Por que é que, culturalmente, nós nos sentimos mais confortáveis vendo dois homens segurando armas do que dando as mãos?" Ernest Gaines

Falta

Hoje, sinto a tua. A falta de uma palavra, de um beijo, de um olhar que me indicasse o caminho e me fizesse sorrir ao pensar no futuro. Procurei-te na imensidão do céu, por trás da estrela que mais brilha. Sei que aí estás. Sei que me ouves. Sei que me sentes. Sei que só tu me entendes. Sinto-te também. Embora longe e distante, sempre presente. Em forma de aperto no coração, onde te alojaste antes de partires.

Sinto falta de ti. Do que foste. Do que és, mesmo que já não o sejas. Hoje, procuro a tua mão. Queria-me agarrar a ela para me sentir mais seguro e menos só. A mão que nunca negaste. A mão que hoje não tenho, o calor que deixei de sentir. Sim, tenho saudades. Muitas e cada vez mais. E hoje, mais do que nunca, sinto a tua falta. Para me guiar. Num futuro que sei incerto.
Enquanto isso, permite-me que continue a olhar para ti. Para o brilho que hoje guardaste para mim. Sei que me dá forças. As que hoje sinto perdidas.


Do começo ao fim

Rui Veloso e Mariza

Já que se falou aqui de Rui Veloso, que tal juntar-se à sua voz uma outra não menos magnífica? Rui e Mariza, num dueto lindísimo.

Liberdade


Grande Rui!

Assisti na passada quarta-feira a um concerto magnífico em Esposende. O pai do rock português, Rui Veloso, deliciou as cerca de 20 mil pessoas que não arredaram pé, ao longo de duas horas. Para o fim ficaram guardadas as suas músicas mais antigas, e conhecidas.
A "Paixão" teve o condão de arrepiar. Toda a gente a cantar e eu a "voar" ao som de uma voz especial...


Sim, sim, sim, oh sim...

Dúvida

Os italianos são todos lindos de morrer ou só esses é que passam férias?

Fèrias

Mas hà melhor coisa que umas fèrias, num local encantador e com quem se ama? :)

James Morrison - Once When I Was Little

Ah "Lobos"...

Os jogadores da Selecção Nacional de Râguebi posaram nus para promover a modalidade.

Esperamos ansiosamente por mais...





Até sempre!

Sempre tive por Raul Solnado uma simpatia imensa. Era aliás isso que emanava da sua expressão. Habituei-me a ouvir, várias vezes, os seus sketches, sobre a guerra. Feitos na década de 60, conseguiram ludibriar a censura e cativaram um país que se riu com ele, e que agora chora a sua morte.


Publicidades antigas

Sim, mãe... foi assim.



P.S. Não encontrei a versão portuguesa, mas lembro-me muito bem. E como eu adoro recordar publicidades antigas ehehe.

Azeitonas - Queixa ao cupido

A minha música de hoje. Aqui.

Vitória e Derrotas

O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas. José Saramago

Desvarios III

O banquete

Pela primeira vez Diogo não estava a conseguir o seu objectivo, ou seja, não estava a conseguir matar a fome que o filho do ricaço lhe tinha provocado. Chamava-se Juan, o dono do rabo que o tinha deixado louco. Para aumentar o tesão contribuía a abstinência decretada por Zé Pedro. Andava com dores de cabeça, dizia. Mal ele sabia que devia ser do peso… deles.
Diogo também andava com dores na cabeça, mas não era bem na mesma. Havia dias em que latejava mesmo. E, como Sócrates também provou, a esquerda não resolve tudo. Diogo era canhoto.

Encharcado de analgésicos (nunca percebi muito bem este prefixo), Zé Pedro já dormia e ainda nem 20h eram. Diogo aproveitou para sair, sem que antes deixasse um recado romântico ao namorado. “Fui comer. Beijo”, escreveu ele no vidro. E não seria mentira. Ia comer… e bem.
No elevador, Diogo pensava no encontro com Juan. Iam comer sushi, e Diogo já levava o pau. O espanhol já esperava no iate. Seria uma refeição diferente, até porque havia uma grande surpresa para Diogo.

Diogo chegou em pouco tempo e vontade não lhe faltou de comer logo ali Juan. Estava complemente nu. Nada que Diogo já não tivesse visto desde a praia de nudismo, mas não de tão perto. Rapidamente seguiu as instruções de Juan e também se despiu. Ao entrar na zona da refeição, a grande surpresa. A comida estava elegantemente distribuída por cima de um corpo, com atributos de Deus, e também ele completamente nu. Diogo não disfarçou a animação.
Foram comendo cada bocadinho, como que desembrulhando um presente. O miúdo giro continuava ali deitado e também ele bem animado. Esperando que o sushi não lhes tirasse o apetite, porque havia ali algo mais para comerem.

Assim foi. Diogo foi o primeiro a comer. Já não comia há muito tempo e por isso tirou a pila de misérias, perdão a barriga. Juan ia petiscando enquanto Diogo comia o prato principal. Depois, foi ver o miúdo giro entretido a dar a sobremesa ao duo. Ainda assim, Diogo não estava satisfeito. Queria mais. Queria a ceia. A ceia com que tinha sonhado vezes sem conta. E por isso lá comeu. Comeu bem. Enquanto Juan chupava o gelado que o miúdo giro lhe oferecera. O recheio não tardou a encher-lhe a boca.

Diogo estava nas nuvens. Valeu a pena passar fome. O manjar tinha sido dos Deuses, ou melhor, tinham sido Deuses. Os três lá estavam, deitados, cansados, inalando o cheiro a comida que ficara do jantar a três.

Nada podia estragar o momento. Ou melhor, quase nada. O telemóvel de Diogo deu sinal de vida e do outro lado, era Zé Pedro. Tinha acordado e estranhado uma ausência tão demorada de Diogo. O namorado respondeu-lhe com a fila dos “Kebabs”. Era grande. Se era. Mas não a fila.
Regressou Diogo a casa, já sem fome e com a consciência de comera um dos melhores banquetes da sua vida. As férias estavam a correr bem… e de que maneira. Mas não iam ficar por aqui…

Queda de um anjo

Sei que já caíram em desgraça e até compreendo. Mas a verdade é que esta música recorda-me coisas boas e hoje ouvi-as vezes sem contas. Há dias assim. É de 1995. E tem coisas interessantes na letra...

Perguntas

Porque que é que os pedidos inocentes das crianças, às vezes, nos desarmam tanto e nos fazem chorar?

Até 2010... espero!

Não sei se será fácil encontrar, dentro do género humorístico, um grupo tão homogéneo e tão nivelado por cima. Chegou ontem ao fim a 3ª série dos Contemporâneos, seguindo-se agora um período de descanso que não terminará antes de 2010 e que os apaixonados pela série entendem mas não queriam. Um programa de enorme qualidade e que foi, quanto a mim, algo injustiçado pelas audiências.


In my life - Dave Matthews

Uma grande voz, num tributo a outra grande voz.