Se a estupidez pagasse impostos...

Eu tinha muita coisa para dizer sobre este $%&#£, mas acho que vou guardar para mim. O que me espanta é que o nosso país tenha alguém desta estirpe à frente do Instituto Português do Sangue, ainda para mais padecendo de diarreia mental crónica.

The Temper - Trap Sweet Disposition

The Fray - Heartless

Desvarios II

O primeiro dia de férias

O dia prometia. Estava calor e o fogo era grande. A praia tinha sido o cenário escolhido. Mesmo que não fosse bom trincar areia enquanto se come. Diogo já tinha estendido a toalha, enquanto Zé Pedro ainda vinha pé ante pé para não se sujar com o pó do areal. Paneleirices. No entretanto, Diogo entretia-se com o pau. Tinha encontrado um, perdido na areia. Aliás, o que não faltariam naquela praia eram paus. Era de naturistas a praia. Bons por sinal. Nada de peles descaídas e bochechas amarfanhadas. Tudo lisinho. E novo.

Diogo nem se importaria que Zé Pedro demorasse mais até chegar à toalha, porque a brincadeira estava a ser bem agradável. E não tardaria e soltar-se-ia resina do pau. Mas, tudo o que é bom acaba depressa e Diogo já avistava Zé Pedro, pelos dois olhos que ainda tinha disponíveis. Depressa correu até ao mar, sem que, no entanto, tivesse havido corrida por parte de Juan. Tinha sido este, o nome – como poderia ter sido outro – do pau espanhol com que brincava Diogo.

O mar ajudou a apagar o fogo. Mas não aliviava a resina entretanto produzida. Parecia que Zé Pedro iria ter sorte. Ele que chegava finalmente ao pára-vento. E besuntava-se. A experiência dizia-lhe que sem creme, doía. Até porque o sol era forte.
Diogo já voltava. Mais fresco, mas nem por isso mais calmo. Zé Pedro via-o bem… ao longe. Não tinham sido poucas as vezes que o tinha engasgado. Diogo estava finalmente a seus pés. Conheciam-se bem. Por isso, nem era preciso Diogo dizer nada. Zé Pedro sabia que Diogo queria comer espetadas hoje. Ali mesmo. Na praia.

Dito e feito. Fodido e perfeito. Era o ditado que Zé Pedro e Diogo mais gostavam e mais adoptavam. Diogo já tinha “sacado” do cigarro e Zé Pedro tinha ido ao mar para diminuir a assadura. Diogo estava com muita fome – como habitualmente – e a areia não deu tréguas. Enquanto isso, o pau de Juan tinha voltado a dar sinais de vida. E que vida! Mas desta vez, apenas por já estar na boca de outro cão. A expressão é de Diogo e não minha, claro.

Zé Pedro estava de volta. Deitava-se e pegava num livro. Tomas Harris era o autor. “Silêncio dos inocentes”. Diogo não evitou a gargalhada. A vida é repleta de ironias. E havia títulos que encaixavam na perfeição. Enquanto Zé Pedro lia, Diogo pensava. Sempre em sexo, claro. Desta vez, podendo ao mesmo tempo deliciar as vistas. Diogo sabia que aquelas férias que ali começavam tinham tudo para correr bem. Aliás, corrida era o que não iria faltar. Era, contudo, preciso entreter Zé Pedro. E o primeiro alvo já estava escolhido. A pila de Diogo já apontava o caminho. O hiato do filho ricaço. Dono do iate estacionado logo ali. Conseguiria?

Prometido é devido - Rui Veloso


A capa

Há noites assim. Em que nos apetece gritar ao mundo aquilo que ele não gostaria de ouvir. Em que nos apetece deixar para trás receios e gritar aquilo que nem teríamos necessidade de explicar. Há momentos assim. Em que não evitamos uma lágrima por não podermos ser aquilo que somos. Em que, a cada minuto, pedimos um mundo que não este. Há noites assim. Em que nos penitenciamos por cada mentira e por cada omissão. Seria mais feliz se pudesse ser como sou, aqui e em todo o lado. Comigo e com os outros. O medo de perder e a cobardia fazem-me continuar assim. Preso a um armário do qual sinto, cada vez mais, a necessidade de sair.

Faço-me de forte e de inquebrável, mas no fundo sinto cada frase. Sinto cada vez que tenho de vestir uma capa que não é minha. E de cada vez que não posso gritar ao mundo que também amo. De modo igual. Com uma intensidade semelhante. Com a mesma alegria. Ainda que alguém de sexo não diferente.
No meu canto, choro agarrado ao meu mundo. O ideal. Aquele que crio todas as noites do meu quarto. No espaço que é meu e onde dispo a máscara que durante o dia uso.

Haverá o dia em que o medo de perder será inferior a tudo o que posso ganhar em ser como sou. E nesse dia, apresentar-me-ei ao mundo, contigo. Com quem escolhi para a minha vida.

Green Day - 21 guns

Pequeno Portugal

Antes de mais, para quem não conhece, "5 para a meia-noite", é um programa que passa (estranhamente) perto das 0h15min , de segunda a sexta, na Rtp 2. Tem cerca de uma hora de programa e é, a meu ver, um bom programa para quem fica acordado até essa hora. É apresentado por Filomena Cautela às segundas, Fernando Alvim às terças, Nilton às quartas, Pedro Fernandes às quintas e por fim, Luís Filipe Borges às sextas. Têm um verbo como tema da semana e os programas de cada semana giram à volta do tema. Na semana passada o verbo foi PRECONCEITUAR, e deixo-vos aqui com uma entrevista que passou no programa do Nilton, logo na quarta passada.



Se todo o discurso, tanto da senhora que carinhosamente trata o nosso primeiro-ministro por "Xócras", como da jovem que nasceu na África do Sul, é triste em si, pior é quando pensamos que elas representam o "Zé Povinho". A ignorância da senhora a tratar os homossexuais como "essa gente" e o nojo que ela tem pela palavra, sendo bem visível quando diz ter vizinhos "que são disso", contraposta à estupidez da jovem ao dizer que Portugal era um país melhor sem homossexuais, só mostram o (mau) estado da nosso sociedade. Portugal, como em tudo, está atrasado na mentalidade, e a este andar, nem tão cedo vai apanhar a mentalidade de outros países da Europa. Parece que culpa quem é diferente pelo degredo da sua sociedade, quando, me atrevo a dizer, quem está no topo do sociedade, encaixa perfeitamente nos parâmetros tidos como normais.
Esperemos que a mentalidade mude... E entretanto, em resposta às últimas palavras da tal jovem, espero que pessoas como ela embarquem no próximo Titanic, e depois sim!, poderei dizer que Portugal ficou um país melhor!Enfim...

Ei, tu aí!

Este é para ti. Sim para ti. Que te sentes perdida. Que sentes que o mundo desmorona a cada passo teu. A cada dúvida que te acerca a alma e a cada lágrima que vertes escondida no teu canto. Sei bem que às vezes é difícil entender o mundo. Sei melhor ainda que por vezes nos dá vontade de fugir, de desaparecer, de partirmos em busca do que aqui não encontramos. Também sei que, por vezes, nos julgamos sem forças, para seguirmos em frente. Mas não duvides que as temos. Lá bem no fundo. E que somos mais fortes do que o que acreditamos. A mesma força que usamos para fingir perante o mundo, quando no nosso canto somos incapazes de nos continuar a fingir a nós mesmos.

As dúvidas sobre o que somos e o que temos, teremos sempre. Até decidirmos trilhar o nosso caminho pensando mais em nós e menos naqueles que nos impedem de crescer, agarrados que continuam a um "cordão umbilical" que nunca existiu. A vida é mesmo assim, cheia de dúvidas e de incertezas. Há contudo duas coisas das quais nunca podemos duvidar. De que somos fortes e acima de tudo de que há sempre gente com quem podemos contar. As tais que mesmo fingindo, não somos capazes de enganar.

Aqui sabes que podes encontrar alguém sempre disposto a ouvir. Sem perguntar. E a tentar fazer-te perceber que o amanhã, se não for melhor talvez não seja pior. Enquanto isso, acredita que é bom quando tudo passa e percebemos que há lições que nos fizeram crescer, mesmo que tenham custado muitas lágrimas. Se assim não fosse, talvez valorizássemos menos as nossas conquistas.


Pai

Nem sempre te entendo ou sequer faço por te entender. O teu olhar vazio e o teu sorriso que sempre fizeste por esconder. Confesso que gostava que soubesses mais sobre mim. Sobre o filho de que te orgulhas mas que nem sabes que caminho trilha. Sei bem que o passado recente não te foi fácil. Sei o que sentes. Sei que, mesmo com tudo o que tens, te sentes sozinho e perdido. Mesmo que nunca tenha tido coragem de te dizer, sabes o quanto gosto de ti e o quanto és importante para mim. Dizem-me feito à tua imagem. Orgulho-me disso. Porque me orgulho do que és. Do que foste e do que continuas a ser. Dos teus defeitos, das tuas virtudes e do muito que diariamente aprendo contigo, ainda que seja no silêncio que o faça.

Não sei se algum dia te vais orgulhar do que sou, do que não escolhi e não evitei. Mas estou certo que para mim nada mudará. E o orgulho que hoje tenho, assim se manterá. Mais perto ou mais distante. Mais claro ou mais sombrio. Sonho com o dia em que numa conversa franca te vou surpreender, mas vou ser sincero como me penitencio por não ser hoje. Será também o dia que vou escolher para repetir as lágrimas que, neste momento, verto. Por te amar tanto e não ser capaz de o admitir. Por às vezes ser tão ausente quando deveria ser bem mais presente.


Ai Bento, Bento

Bento XVI fracturou o pulso.
Está visto que este Bento é um maluco. Estava a dar-lhe com força e olha... Terá pensado Deus: "Bento, Bento. Fiz-te casto e agora isto? Vou-te castigar." Mas deixa lá Bento, pensa positivo. Tens a esquerda.

Brüno


Mais feito para chocar do que propriamente para divertir, ainda que o consiga. Longe, contudo, da exuberância e qualidade de Borat, o outro protagonizado por Sacha Cohen. O enredo é superficial e o sucesso do filme está, naturalmente, nas cenas fortes que só Cohen sabe encarnar. Pessoalmente, creio que o filme pode cair no erro de fortalecer um certo estereótipo já tão cimentado na nossa sociedade, ainda que a ideia original não seja essa, muito pelo contrário. Faltará saber se a percebem.

No fundo, é um filme com alguns momentos divertidos e onde não há lugar para tabus. É que em "Brüno" há e vê-se de tudo. É um filme para quem pretende diversão e choque e pouco dirigido para quem aprecia uma história mais elaborada e não lida bem com filmes tão "pesados".

Para quem gostou, aconselho vivamente "Another Gay Movie" e "Another Gay Sequel". Porventura, melhores.

Desvarios

A Dieta

Como qualquer conto de fodas, este começa pelo coito. Interrompido. Não por vontade dos fodilhões, mas da campainha que não parava de tocar. À porta, tocava (não literalmente porque estava de serviço) o entregador de pizzas. E que grande era. De ficar de bico bem aberto. Tomates bem vermelhos e um pepino de fazer corar. Estou a falar da pizza, claro.

Interrompida a foda, Diogo lá foi à porta. Quando viu Gonçalo, o entregador de pizzas, não conseguiu conter o espeto, perdão o espanto. Afinal de contas, era o stripper que lhe tinha rapinado 50 aérios na noite quente da véspera, depois da discussão com o namorado. Sempre ávido de uma boa discussão e de bichisses desnecessárias. No fundo, Diogo sabia que para evitar discussões só tinha mesmo de lhe manter a boca cheia. De comida. Até porque ao Zé Pedro a “depressão” dava fome e estava a encher a olhos vistos.

Mas voltando ao que interessa. O stripper. Ou melhor a noite com ele. Diogo tinha provado e tinha gostado. Talvez tenha seguido o regime alimentar da nutricionista e tenha passado de leite gordo para o magro. Em sentido figurado, claro está. É que Gonçalo era quase metade do namorado. Aliás, a prova de que tinha gostado, estava na “animação”. A tenda estava já montada e havia vontade de montar logo ali o circo. Mesmo com o palhaço, à espera no quarto. A meia haste. À espera da pizza. A do Diogo.
Gonçalo mantinha o ar bem profissional. Afinal de contas, ele não estava ali para se despir. A menos que lhe implorassem. Talvez, nem tanto. Que lhe pedissem. Humm, pronto, que lhe dessem um sinal.

Diogo tinha muitos. Podia dar-lhe um. E Gonçalo não se importava de levar. Enquanto isso, Zé Pedro esperava. Entretido com o comando. Bem grande por sinal. Dos novos da empresa de cabo. No fundo, gostava de fazer zapping. Entre novelas e anúncios de cosméticos.
No andar de baixo, já havia gente em cima. Da mesa. Tinham-se invertido os papéis. Gonçalo tinha insistido ir à cozinha de Diogo, fazer a entrega da pizza. Esta já sem tomates, tinham ficado do lado de fora. Talvez caídos à porta.
No entretanto, Zé Pedro gritava. Diogo agradecia. Era uma espécie de “contra-fogo”. Ou “contra-grito”. Afinal de contas, estava-se a combater o grito com o grito. Ainda que uns mais sôfregos que outros. Uns eram de fome. Outros de vontade de comer.

Feita a entrega e bem regada, Diogo endireitou-se. Já Gonçalo tinha quebrado um dos princípios éticos da empresa. Foi entregar uma pizza e acabou comendo. Jamais lhe perdoariam.
Despediu-se do cliente. Logo à noite, aconteceria nova inversão de papéis, pelo menos no estatuto de ambos.
Subiu Diogo, tenso. Com medo que se tivesse notado que tinha descido. Zé Pedro esperava. Retocava o rimmel, sem se aperceber que que Diogo tinha, lá em baixo, retocado o brush (ou blush ou lá como se dizem essas paneleirices). A pizza estava pronta para a comerem. Mas Diogo já tinha perdido a fome. Zé Pedro estranhou a ausência de fome, mas Diogo fez questão de dizer que se havia lembrado que a nutricionista apenas o deixava comer pizza ao Domingo. Era Sábado. Amanhã comia! Outra vez.


(continua... ou não)

Curtas

Ai Portugal, Portugal...

E Sócrates continua a caminhar para o abismo... A oposição parece ter o trabalho facilitado perante tantas gaffes. Atentem ao vídeo por volta do minuto 8. De rir.


Duncan James

«Sou bissexual. Já tive relações amorosas com homens e mulheres e não tenho vergonha. Estava a viver uma vida secreta. Os colegas reagiram bem. Pensei que ia haver estranheza mas não. Sinto-me bastante bem comigo próprio».
Duncan James (uma das vozes dos britânicos Blue)




ps: Aprovas este C?

Gripe A

Creio que é essencial que se evitem os alarmismos, sem que isto queira dizer que não devamos, naturalmente, tomar medidas preventivas. Assim, acho que este questionário respondido por médicos do centro epidemológico mexicano, parece-me exemplar nesse aspecto. Para ler aqui.

A ver se 'estimulo' os portugueses

Deixando os assuntos mais sérios para os meus companheiros, mais intelectuais, deixo-vos com uma foto de quatro jogadores de rugby, um lutador de boxe e um dos vencedores do concurso "Dancing Whit The Stars", dos EUA, numa produção para a revista britânica “Cosmopolitan.”

A foto serve de campanha, para estimular os homens (não pensem noutras coias) a fazerem exames e prevenirem-se contra o cancro.

Quando é que alguém tem a ideia de fazer isso por aqui, com algumas das nossas estrelas desportivas? Como sugestão o Nélson Évora :)


Dave Matthews Band - Oh

Encontrem adjectivos porque eu não sou capaz. Extraordinário, parece-me pouco. Que "inveja" dos que estarão no Optimus Alive...

Imbecilidade de quem?

Não se tem falado de outra coisa ultimamente nos media. A apresentação do Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Pelo que se pode ler neste artigo, ainda há muito boa gente que critica o marketing e os profissionais da área como sendo os criadores de muitos males da sociedade, como se os marketeers fossem os culpados. Para quem não tem uma ideia, o marketing não cria necessidades nos consumidores, não os faz querer coisas das quais não necessitam, apenas trabalha no sentido de apelar e criar o desejo nos consumidores perante as suas necessidades. Claro está, que também visa interesses económicos e satisfazer a necessidade de lucro por parte das empresas. Eu explico isto, porque parece que é o marketing que faz com que as pessoas queiram ver na tv todos os passos do Cristiano Ronaldo, ou que milhares de pessoas queiram ir ao estádio.

Não é o marketing que leva as pessoas a irem ao estádio, ver os passos do ídolo na tv, etc., são as pessoas que querem mesmo ver. Se parece bem ou não, cada um tem a sua cultura. Se todos adorássemos o mesmo seria muito aborrecido, penso eu. E só perde tempo quem quer, pois ninguém, nem o marketing faz com que alguém veja algo que não quer, muito menos cria ídolos. A imbecilidade parte de quem começa por falar daquilo que não sabe.

Só para terminar nos últimos tempos há uma nova espécie de snobismo em Portugal, e de exagero perante determinadas situações. A cultura é muito mais do que muitos senhores a definem. A cultura não se resume a tão pouco.

Mais vale nunca mais crescer

Inspira. Expira. Respira. Se bem que ultimamente não há muito tempo para as três. Acabo mais um dia sôfrego. De cansaço e de consciência pesada. É que há tanto para fazer e não há meio da vontade bater à porta. Sinto saudades dos tempos de miúdo. Em que este tempo já era de férias, em que as preocupações não existiam e as responsabilidades impostas, uma miragem.
No fundo, passamos anos e anos a querer crescer para depois suspirarmos pelos tempos de criança.
Mas o tempo não volta para trás. E não há como evitar crescer, aumentar as responsabilidades, respirar menos e cansar mais. De preferência, que não para os lados...




James Morrison - Please Don't Stop The Rain

Grande. Em tudo onde toca.

The "King" of Pop

Independentemente de tudo o resto, a morte de Michael Jackson é uma tremenda perda para a música. Confesso que sou fã de grande parte das suas músicas. Mas há umas que tocam bem no fundo e nos deixam nostálgicos...

Heal the World
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