Natal


Que recebam muitos presentes logo à noite :)
Bom Natal!



Queixa ao Pai Natal



Pelo contrário espero que tenham tudo aquilo que pedirem ao Pai Natal. Feliz Natal para todos.

Molde

Quem terá sido o jogador-molde? Ou será que foi de ouvir o Carlos Queiroz que ele ficou assim?


Terá sido este?


João Só e Abandonados - A Marte

Palavras...

Como é bom ter-te ao meu lado. É bom dormir ao teu lado, poder abraçar-te e aconchegar-te. É bom dizer bom dia e desejar uma boa noite, mesmo tornando-se numa rotina não deixa de ser algo que me faça feliz . É uma felicidade quando se ouve aquelas palavras que nos fazem sorrir, e ainda melhor quando se complementam pelos actos, surpresas e objectos, que mesmo parecendo pequenos e banais, tornam-se grandes, tão grandes que me dão vontade de te "agarrar" e não largar mais.

Ter-te é assim, é pensar o quão bom é saber que quem nos ama está ao nosso lado, em todos, e para todos os momentos. É assim, rotineiro ou surpreendente, mas que me dá mais vontade de viver, contigo sempre a meu lado, seja onde for. Ai, como o amor é complicado de expressar... Mas não é difícil de sentir, e como eu sinto...

São palavras simples, de mim para ti, sem versos. Mas as mais sinceras.



Lonely...

Parece que isto se limita a músicas agora. Aqui vai mais uma, cujo refrão diz tudo...




Muse - Uprising

Leona Lewis - Happy

Freddie Mercury - 18 anos de saudade

Felizmente a música é intemporal e, Freddie Mercury, vai continuar a cantar para nós, por muitos e bons anos.




Diego Miranda feat Liliana - Ibiza for Dreams

Shakira - Do it Again

O melhor dos dois mundo! A sensualidade...
Lo hecho esta hecho.

Protejam as criancinhas!!!

A parvoíce não tem limites. Este vídeo, prova-o.



Balançar - Mafalda Veiga



Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair..

Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.

Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...

Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.

E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.

Cheirinho a Natal...

Já começou: os anúncios na TV, as ruas com as típicas luzes e até as casas. Há uns anos era tão feliz nesta altura, a inocência da idade, o Pai Natal... Até sabia os anúncios todos de cor... Este ano há algo diferente: A Popota Wegue Wegue. Adultos ou não, daqui a dias já todos sabemos a letra.
Wegue-wegue. ;D

Má notícia

Nunca estamos preparados para te ouvir. Nunca conseguimos ser suficientemente fortes para sermos imunes a ti. Mesmo que o choro tenha de ser contido e não possa responder à vontade de fugir que é grande demais. É nestas alturas que percebo que a vida é demasiado pequena para nos preocuparmos com coisas de pouca ou nenhuma importância. É nestas alturas que constato ainda mais que temos mesmo de aproveitar cada dia. Cada um dos dias em que tu estejas ausente. Maldita/o!


Charice Pempengco – Note to God

Simplesmente extraordinário. :’)

A vida

Por todas as razões e mais algumas, hoje não é um bom dia. Penso no fim. No início. Nos inícios que levam aos fins. E nos fins que não evitamos que se iniciem. Talvez por isso tenha evitado escrever no blogue nos últimos tempos. Os tempos que passam a correr. Numa correria tão louca que não sou capaz de evitar. Num pensamento que me corre e me corrói. Há alturas em que é fundamental parar para pensar. Em tudo. Alturas há em que de nada vale fingir que nada acontece. Em que é preciso encarar tudo de frente. E pensar. Se o melhor é corrigir o caminho, fingir que este é o certo ou desistir. Insistir ou desistir? Nenhuma decisão é perfeita. Não por culpa dela. Mas nossa. Dos seres imperfeitos.


Falta a vontade...

Em momentos em que a vontade de fazer o que se deve é pouca ou mesmo nula, joga-se um bocadinho.
Promete ser o jogo mais difícil do mundo. E promete viciar alguns. Porque não arriscar aqui?

Doçura ou Travessura?


Michael Jackson - Thriller

Confesso que nunca tinha visto o videoclip do início ao fim. A música, quem não a conhece?
Dia das Bruxas ou não, aqui fica o rei da Pop.

Empire of the Sun - We Are the People

MEDO

Vazio. Foi o que senti: um vazio. Ontem pela primeira vez na minha vida senti-me vazio. Primeiro uma dor de barriga. Uma dor inexplicável na cabeça quase simultaneamente. Depois a visão falhou. Perdi a cor e por fim, a audição. Embora desnorteado, tinha noção do que se estava a passar. Vi a minha vida a passar-me ao lado. Por muito que me esforçasse, por muito que abrisse os olhos, não via nada em concreto. Apenas uma névoa que me inquietava. Tive MEDO! Pensei ser o fim e aí, aí senti-me fraco. Senti-me impotente face a tudo isto. Não era a minha força de viver, não era a minha vontade de cá continuar, nada faria diferença alguma. Se fosse o fim, nada contra poderia eu fazer.
Felizmente, aos poucos, os sentidos foram voltando, e fui-me acalmando. Não tinha tudo passado de um susto, um susto causado por um erro médico, e eu estava cá, felizmente!
A doença fragiliza-nos. E há momentos em que parece que tudo vai acabar. Aí dá uma vontade enorme de ligar a algumas pessoas, de mandar algumas sms’s, de mostrarmos o quanto gostamos de algumas pessoas e o quanto elas nos são especiais. Mas pode ser tarde. Pode não haver tempo. Aprendi, sim!
E antes que seja tarde demais, obrigado a ti e a ti, por TUDO!

Macaco -Moving

Kelly Clarkson - Already Gone

E não, não é a música da Beyoncé.

Este sim, sou eu.

Julguei que disfarçava bem. Julguei que não reparavas que por vezes estava mal, e que não te explicava o verdadeiro porquê.
Mas isso vai acabar. Não é justo para ti, nem para mim. É chegado o momento de me conheceres.
Tento imaginar como vais reagir, mas o facto de te conhecer, neste aspecto, não me acalma. Só te imagino a ter duas reacções: a que tanto quero, e a que mais receio. Mas mesmo assim quero que saibas.
Ontem disseste-me que sentias que não conhecia nada deste meu mundo, e com razão. Já estava a pensar em falar contigo sobre quem eu sou verdadeiramente e foi isso que me fez tomar esta decisão.
Amanhã espero que já não possas dizer o mesmo.
Este sim, sou eu! O F deste blog. Um F que nutre sentimentos por pessoas do mesmo sexo.

Olimpíadas 2016


De entre as dezenas de emails que todos recebemos todos os dias - a maior parte deles lixo - há sempre alguns interessantes. Este, para além de uma realidade que é triste, tem humor.

Amor Mio

Não resisti. Felizmente joga melhor.

Naturi Naughton - Out Here On My Own

Try - Asher Book

Faz parte do nosso dia-a-dia. Momentos melhores, momentos piores. O crescimento do que quer que implica isso mesmo. Mais ou menos sorrisos. Mais ou menos lágrimas. Nenhum caminho é livre de espinhos, nenhum caminho se faz sem obstáculos. Palavras erradas em momentos pouco próprios ou outras acertadas que ficam por dizer, desentendimentos escusados ou discussões evitáveis. A procura de maturidade, tem destas coisas. Nas relações ou na vida. Saibamos aprender com os erros (sem os esquecer) e dar importância àquilo que continua a ser a única coisa fundamental, o amor.

A Silent Film - You Will Leave a Mark

The show - Lenka

Hoje é dos dias em que os olhos fecham sem eu querer. Em que respiro quase por obrigação. Sinto-me cansado mas com o dever cumprido. E quando assim é... só apetece ceder à intenção dos olhos e ouvir música no "escurinho".

Madonna - Future Lovers/ I Feel Love

Por algum motivo lhe chamam a Rainha da Pop...

Ingrid Michaelson - Be Ok

I just wanna be ok, be ok, be ok.... :)

A noite autárquica

Apenas algumas considerações:

1. Em 2005, a Fátima Felgueiras acusada, ganhou. Em 2009, a Fátima Felgueiras absolvida perdeu. Em 2005, o acusado Isaltino ganhou, por pouco. Em 2009, o Isaltino condenado, esmagou. Alguém entende este país?

2. Por mais que tentem "matar" Santana, não há dúvida que o homem tem 7 vidas. Ele vai continuar a andar por aí...

3. Avelino Ferreira Torres perdeu. O país ganhou.

4. Quando fui votar, levei comigo uma caneta. Em Mondim de Basto, houve quem levasse uma caçadeira. Opções.

Feels Like Home - Edwina Hayes

Para a minha irmã

Talvez nunca nenhum filme tenha tido o condão de me fazer chorar. Este fez. Em pleno cinema. "Para a minha irmã" é um filme pesado. Com uma carga emocional enorme. Mas, sem qualquer dúvida, um grande filme. Que nos faz pensar na vida, na família e nos valores. Que tem o dom de nos colocar no papel de cada uma das personagens sem que consigamos dizer que não actuaríamos de forma semelhante a cada uma delas. Baseado no livro de Jordi Picoult com o mesmo nome, "Para a minha irmã" é um filme com o qual é impossível ficar-se indiferente. A extraordinária interpretação e caracterização de Kate (Sofia Vassilieva) é apenas uma das muitas virtudes de um filme que tem tanto de incómodo, como de genial. Obrigatório ver!


Por falar em dançar...

... que dizer desta monumental coreografia?


Dance With Somebody!

E o melhor mesmo é mexer! Pôr tudo o que nos aborrece, entristece... de lado, e fazer a vida valer a pena!
Chega de perder tempo a pensar em coisas sem fundamento algum, ou nas que têm, mas que não merecem!
Dancemos!



This Woman - Sean Riley & The SlowRiders

Respiro. Porque, às vezes, também é preciso. Enquanto te ouço e te sinto.

Just Breathe - Pearl Jam

A propósito de uma sugestão de um leitor, num comentário no post do F, aqui fica a magnífica "Just Breathe", na melodia e na letra. É Pearl Jam, e está tudo dito.

A Better Man...

A Better man.., quantas e quantas vezes sonho em poder sê-lo?
Adorava conseguir ser diferente do que sou. Mas por mim, ou por terceiros? Não sei!
Esforço-me vezes sem conta, mas acaba sempre tudo por voltar como era antes. Talvez me canse disto, talvez seja fraco, ou talvez não esteja pronto a agitar as coisas, e mudar mesmo.
Vale a pena este esforço? Acho que só terei certezas quando arranjar a força necessária, e mudar tudo. Até lá, viverei como até agora vivi. Não sei se bem, se mal, mas da forma pela qual acabei por optar. Se sou feliz? Já fui menos!

Shake, shake, shake :)

Nua - Ana Carolina

Cidade Maravilhosa cheia de...

... injustiças mil.

O mesmo país que tem 56,9 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e 24,7 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza e onde a sensação de insegurança atinge 70% dos brasileiros e é a maior do mundo, irá ser sede do Campeonato do Mundo de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Uma fuga para a frente?



Michael Bublé - Home


Cavacadas

O país parou para ver uma comunicação patética do Presidente da República. Para além de não ter explicado absolutamente nada, ainda lançou mais suspeitas, descabidas, e assassinou as relações - se é que ainda existiam - entre os dois principais órgãos de soberania. Isto numa altura em que o país mais vai precisar da 'ajuda' de todos.

ps: Não há alguém que explique ao homem, que até o sistema informático do Pentágono é falível.

Aconteceu - Adriana Calcanhoto

Cansado

Sento-me na areia para te ver. Sinto o teu cheiro. A tua cor. Sinto a paz que me transmites. Verto lágrimas de cansaço e de saudade. Sinto-me frágil. Preciso hoje da força que me dás. Da tua energia, do reconforto que encontro nas tuas ondas. Peço-te que me acolhas, hoje. Que me libertes da confusão e que me afastes da tristeza. Ouço a música que tocas e sinto o vento que me leva para longe. Longe do cansaço de hoje. Longe dos dias em que a cabeça pensa, sem pensar. Em que o corpo age, sem agir. Em movimentos que parecem ter pouco de mim. Busco em ti, aquilo que busco sempre que as energias me faltam. Puro egoísmo, eu sei. Mas hoje estou cá de novo, para que me recebas e me dês o que preciso. Paz. E, acima de tudo, me ajudes a pensar. Foi em ti que sempre recarreguei baterias e nunca me falhaste. É contigo que choro sem pudor. É para ti que me abro, sem me deter. E hoje precisei muito de ti. E tive-te. Obrigado.


Avançar Portugal



Tristes sinais

"(...)Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade. " [António Barreto, comentador político, sociólogo e militante do partido socialista]

Excelente. Subscrevo por inteiro.

Nneka - Heartbeat

Noisettes - Don't Upset The Rhythm

Pocket Full of Sunshine - Natasha Bedingfield

Fenomenal!

Tive o privilégio de os ver ao vivo e só posso dizer que foi qualquer coisa de fabuloso. Se tiverem oportunidade não percam. É fenomenal!





Delírios

Solto um beijo perdido
na imensidão dos meus sonhos
escondo-me fugaz na chuva que cai
e na saudade que não me sai.
Olho sem te ver
toco-te sem te ter.
Tudo à distância de uma vida
ou do que dela sobra.
Num sofrimento que sei
não ser apenas meu
e certo de um amor
que sei ser também teu.

Mikkel Solnado - We can do anything

Chama-se Mikkel Solnado e é filho do recém desaparecido Raul Solnado. Surpreendido? Pois bem, Mikkel é filho de Raul e da dinamarquesa Anne Louise com quem o actor/humorista foi casado. Praticamente desconhecido em Portugal, Mikkel faz sucesso na Dinamarca e esta música foi mesmo usada num anúncio da Volkswagen naquele país. Excelente música, por sinal e que há muito procurava para colocar aqui.

Patrick Swayze

Morreu hoje o protagonista de um dos filmes que me apaixonou. Patrick Swayze faleceu, aos 57 anos, vítima de cancro e deixa como legado, entre muitas outras coisas, o estrondoso filme "Dirty Dancing" (1987).

A Água

Porque neste espaço também tem de haver lugar para a cultura...

Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da raspa
tira o cheiro a bacalhau rasca
que bebe o homem, que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão.

Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho

Meus senhores aqui está a água
que rega rosas e manjericos
que lava o bidé, que lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche. [Bocage]

Anúncio censurado

Este é um anúncio que tem como protagonista Pamela Anderson promovido pela PETA, uma ONG de defesa dos direitos dos animais. No entanto, acabou censurado por ser considerado demasiado ousado. Vejam:

Kings Of Leon - Notion

Dr1ve ft Lucia Moniz - A WIsh







Quero voltar a ser criança!

O tempo passa. Vamos crescendo. E ao mesmo tempo vamos vendo que o mundo não é aquele lugar com o qual, ingenuamente, sonhámos anos e anos. Vamos vendo que as coisas não são como pensavamos que eram, e que as pessoas não são o que esperavamos ser.
Quero voltar a ser criança! Cobardia? Talvez. Medo de ter de crescer? Provavelmente. Medo do que ainda está por vir. Medo de ter de tomar decisões. Medo de ver o mundo tal como ele é, sem floreados nem rendinhas! Medo de ser "grande".
Como hei eu de encarar tudo? Escrevo isto como promessa a mim mesmo, a não ter esses medos. A deixar a "visão cor-de-rosa" e começar a ver as coisas com as suas verdadeiras cores, mesmo que por vezes apenas o negro reine.
Sim cresci! E sim, vou ser feliz!

Conversas indiscretas



Holly Throsby - Now I love Someone

Já sabes em quem votar?


É uma ajuda para aqueles que ainda se consideram indecisos quanto ao voto nas próximas eleições legislativas. A SIC e alguns investigadores criaram um site, onde as tuas respostas ajudam a definir qual o partido que te está mais próximo.

É um exercício interessante e não custa nada tentar, aqui, e já agora partilhar os resultados.

(os meus resultados confirmaram inequivocamente a minha intenção de voto (PS) e o meu posicionamento: esquerda, libertário-cosmopolita)

A Cry 4 Love



Oremos irmãos

Assim, até eu acredito em Jesus. Amen.

Beijo

Cansado. As noites mal dormidas, têm destas coisas. Estranha habituação que se adensa quando há coisas demais a fazer para ontem.
No canto do meu quarto penso em nós. Com a música embalo o pensamento para que chegue mais depressa até ti. Como mudamos nestes mais de 550 dias! Como crescemos! Sempre juntos. Desde que o encanto da cidade condal nos uniu até hoje.

Há pouco, enquanto falava contigo, lembrei-me do nosso primeiro beijo. Do lugar. Do mar que tínhamos à nossa frente. Um beijo apressado. Um beijo a medo. De quase desconhecidos. Mas que não mais esquecerei. Acho que voltei a ser criança nesse dia. Acho que foi nesse dia em que recuperei o sorriso, que há muito parecia perdido. Acho que jamais adivinharia que começava ali uma história que, aconteça o que acontecer, ninguém ousará apagar.

Há dias em sinto que te devia dizer mais vezes que te amo, que és quem ainda me consegue dar forças para continuar o meu caminho. Escolhi hoje. Como poderia ter escolhido ontem. Ou amanhã. Tenho saudades de te agarrar a mão e adormecer ao teu lado. Tenho saudades de acordar mais cedo só para ficar a olhar para ti. Tinha saudades de te dizer, aqui, que te amo. Que sou feliz ao teu lado. Ao lado de quem amo, tão intensamente. Perto de quem sinto falta, em cada minuto. Junto de quem me faz rir. Próximo do abraço que me aquece a alma e do beijo que me dá vida. Sim, é lamechas. Sim, já escrevi vezes sem conta. Mas não me canso, mesmo em dias em que o cansaço é grande. Sim, amo-te. Muito. Sim, por ti lutarei sempre e em cada instante.


Leituras

O PS de Sócrates é contra a liberdade. Por Eduardo Cintra Torres.

"No meu tempo"...

Há vários anos que deixei de ver novelas. Talvez porque as últimas que vi me deixaram um amargo de boca. Tão diferentes que foram daqueles que aprendi a ver no intervalo do meu crescimento. Roque Santeiro, Tieta, Sassaricando, Pedra sobre Pedra, Sonho Meu são algumas que recordo com saudade. No tempo em que ainda se faziam boas novelas e em que o país parava para as ver. Quem não se lembra de Porcina? Tomóteo? Sinhozinho malta? Tieta? Jorge Tadeu? Sim, tenho saudades e ver os genéricos ainda me faz sorrir.


Prisa(o) de favores

Já agora, aconselho esta leitura. A relação entre a Prisa e o PSOE sempre foi estreita. Escusado será dizer como é a relação entre Sócrates e Zapatero.

A democracia é quando este homem quiser


Menos à sexta. A decisão do fim do jornal nacional à sexta-feira apresentado por Manuela Moura Guedes é, apenas, um dos exemplo de "asfixia democrática" que tanto Manuela Ferreira Leite insiste. Goste-se ou não do estilo de Manuela Moura Guedes, a verdade é que o jornal de sexta-feira era, simplesmente, o líder de audiências e naturalmente que o povo português só vê o que quer.

Daí que, terminar da forma como terminou (na véspera do regresso) só mesmo ao melhor estilo venezuelano. Sócrates vê-se, assim, livre de um incómodo. E bem se sabe que o actual primeiro ministro gosta pouco de ser incomodado ou questionado. Foi à segunda tentativa, mas o que é certo é que Sócrates lá conseguiu. Bem ao estilo, daquilo que foi feito e criticado por muitos que agora servem de advogados de defesa de Sócrates, nos tempos do ministro Rui Gomes da Silva. Hoje foi dado mais um sinal - como se ainda fosse preciso - que a democracia está em perigo. Que Portugal assiste impávido e sereno à sua "venezuelização", bem ao estilo daquilo que o amigo de Sócrates, Chávez gosta de fazer.

Pode agora o governo português dormir mais descansado. Terminou com o programa que ainda lhe provocava sobressaltos, no momento certo. Antes da campanha eleitoral. Claro que podem agora fazer-se de virgens ofendidas, mas a realidade é que são cada vez menos aqueles que acreditam na cultura democrática do actual partido socialista. Falta democracia mas deixou, definitivamente, de haver falta de vergonha, no PS. Este é apenas um caso, que se junta a muitos mais. À tentativa de boicotar os debates, à tentativa de pressionar televisões para saber previamente os temas em discussão ou à tentativa, sempre conseguida, de manipular a informação do canal do regime, ou mesmo aos 15 mil desempregados apagados dos sistemas, às pressões dos casos freeport e de Paulo Pedroso ou até aos cursos tirados ao Domingo com exames feitos por correspondência.

Assim vai Portugal. Cada vez menos democrático e cada vez mais pobre. Será que ainda vamos conseguir explicar aos nossos jovens que este é, ainda, um Portugal do pós 25 de Abril?

p.s. E, por favor, não me venham com desculpas de que a decisão é apenas da empresa. Que empresa, de livre vontade, acaba com um produto líder de audiências? Nenhuma, pois claro.

Até que enfim

Jornal de Sexta suspenso: Direcção de Informação da TVI demite-se

A Administração da TVI deu ordens para cancelar o Jornal Nacional de Sexta, que marcava amanhã o regresso de Manuela Moura Guedes aos écrans da televisão da Mediacapital. A notícia levou à demissão em bloco da Direcção de informação e das chefias na redacção da TVI. De acordo com o comunicado da Mediacapital enviado para a CMVM, João Maia Abreu, Director de informação, mantém-se interinamente em funções até à nomeação de nova direcção. Mário Moura, Manuela Moura Guedes, director-adjunto e sub-directora, e Maria João Figueiredo e António Prata, chefes de redacção, cessam funções de imediato.

I Online

Resta agradecer aos espanhóis. Segundo parece a ordem partiu directamente da Prisa. Se há algum escândalo foi este "jornal" ter durado tanto tempo. E não me venham com a liberdade de imprensa. Os accionistas mandam na sua empresa.

Ela e o marido que montem uma TV e façam aquele lindo serviço informativo.

Fingertips - DO IT (Magic Colors)



Mais uma da qualidade habitual dos Fingertips. Fenomenal.

Bind Zero - Slow Time Love

Rapazes Nus a Cantar


Pelas carinhas de alguns dá vontade de os ir ver e apreciar... as qualidades vocais claro está!

Concursos

Eu aposto no Thalys. E tu?

Política de verdade


Apetece-me falar de política. Aliás, apetece-me citar alguém, sobre Manuela Ferreira Leite. Um artigo de opinião de alguém - que até nem aprecio muito pelos seus textos na revista de domingo do JN - claramente não socialista, e que lembra a tal "política de verdade" que a mulher que quer derrubar Sócrates, gosta de fazer.

Tempo de autocrítica

É impossível não ver no programa eleitoral do PSD ontem apresentado, e no anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de Pacheco Pereira, a da autocrítica.

Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".

Abrasador


A isto é que se chama um final apoteótico do mês de Agosto. Os termómetros lá em cima e a vontade de trabalhar, bem cá em baixo.

E tu... eras capaz?

Embora grande, o vídeo vale bem a pena! O seu sentido encontra-se mais para a parte final, mas vejam-no todo.
Pergunto-me: seria alguém mesmo capaz de fazer isto? Isto sim, é o amor?!
Se o é, espero um dia, ser capaz de tal!

Amor Diferente?


"Por que é que, culturalmente, nós nos sentimos mais confortáveis vendo dois homens segurando armas do que dando as mãos?" Ernest Gaines

Falta

Hoje, sinto a tua. A falta de uma palavra, de um beijo, de um olhar que me indicasse o caminho e me fizesse sorrir ao pensar no futuro. Procurei-te na imensidão do céu, por trás da estrela que mais brilha. Sei que aí estás. Sei que me ouves. Sei que me sentes. Sei que só tu me entendes. Sinto-te também. Embora longe e distante, sempre presente. Em forma de aperto no coração, onde te alojaste antes de partires.

Sinto falta de ti. Do que foste. Do que és, mesmo que já não o sejas. Hoje, procuro a tua mão. Queria-me agarrar a ela para me sentir mais seguro e menos só. A mão que nunca negaste. A mão que hoje não tenho, o calor que deixei de sentir. Sim, tenho saudades. Muitas e cada vez mais. E hoje, mais do que nunca, sinto a tua falta. Para me guiar. Num futuro que sei incerto.
Enquanto isso, permite-me que continue a olhar para ti. Para o brilho que hoje guardaste para mim. Sei que me dá forças. As que hoje sinto perdidas.


Do começo ao fim

Rui Veloso e Mariza

Já que se falou aqui de Rui Veloso, que tal juntar-se à sua voz uma outra não menos magnífica? Rui e Mariza, num dueto lindísimo.

Liberdade


Grande Rui!

Assisti na passada quarta-feira a um concerto magnífico em Esposende. O pai do rock português, Rui Veloso, deliciou as cerca de 20 mil pessoas que não arredaram pé, ao longo de duas horas. Para o fim ficaram guardadas as suas músicas mais antigas, e conhecidas.
A "Paixão" teve o condão de arrepiar. Toda a gente a cantar e eu a "voar" ao som de uma voz especial...


Sim, sim, sim, oh sim...

Dúvida

Os italianos são todos lindos de morrer ou só esses é que passam férias?

Fèrias

Mas hà melhor coisa que umas fèrias, num local encantador e com quem se ama? :)

James Morrison - Once When I Was Little

Ah "Lobos"...

Os jogadores da Selecção Nacional de Râguebi posaram nus para promover a modalidade.

Esperamos ansiosamente por mais...





Até sempre!

Sempre tive por Raul Solnado uma simpatia imensa. Era aliás isso que emanava da sua expressão. Habituei-me a ouvir, várias vezes, os seus sketches, sobre a guerra. Feitos na década de 60, conseguiram ludibriar a censura e cativaram um país que se riu com ele, e que agora chora a sua morte.


Publicidades antigas

Sim, mãe... foi assim.



P.S. Não encontrei a versão portuguesa, mas lembro-me muito bem. E como eu adoro recordar publicidades antigas ehehe.

Azeitonas - Queixa ao cupido

A minha música de hoje. Aqui.

Vitória e Derrotas

O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas. José Saramago

Desvarios III

O banquete

Pela primeira vez Diogo não estava a conseguir o seu objectivo, ou seja, não estava a conseguir matar a fome que o filho do ricaço lhe tinha provocado. Chamava-se Juan, o dono do rabo que o tinha deixado louco. Para aumentar o tesão contribuía a abstinência decretada por Zé Pedro. Andava com dores de cabeça, dizia. Mal ele sabia que devia ser do peso… deles.
Diogo também andava com dores na cabeça, mas não era bem na mesma. Havia dias em que latejava mesmo. E, como Sócrates também provou, a esquerda não resolve tudo. Diogo era canhoto.

Encharcado de analgésicos (nunca percebi muito bem este prefixo), Zé Pedro já dormia e ainda nem 20h eram. Diogo aproveitou para sair, sem que antes deixasse um recado romântico ao namorado. “Fui comer. Beijo”, escreveu ele no vidro. E não seria mentira. Ia comer… e bem.
No elevador, Diogo pensava no encontro com Juan. Iam comer sushi, e Diogo já levava o pau. O espanhol já esperava no iate. Seria uma refeição diferente, até porque havia uma grande surpresa para Diogo.

Diogo chegou em pouco tempo e vontade não lhe faltou de comer logo ali Juan. Estava complemente nu. Nada que Diogo já não tivesse visto desde a praia de nudismo, mas não de tão perto. Rapidamente seguiu as instruções de Juan e também se despiu. Ao entrar na zona da refeição, a grande surpresa. A comida estava elegantemente distribuída por cima de um corpo, com atributos de Deus, e também ele completamente nu. Diogo não disfarçou a animação.
Foram comendo cada bocadinho, como que desembrulhando um presente. O miúdo giro continuava ali deitado e também ele bem animado. Esperando que o sushi não lhes tirasse o apetite, porque havia ali algo mais para comerem.

Assim foi. Diogo foi o primeiro a comer. Já não comia há muito tempo e por isso tirou a pila de misérias, perdão a barriga. Juan ia petiscando enquanto Diogo comia o prato principal. Depois, foi ver o miúdo giro entretido a dar a sobremesa ao duo. Ainda assim, Diogo não estava satisfeito. Queria mais. Queria a ceia. A ceia com que tinha sonhado vezes sem conta. E por isso lá comeu. Comeu bem. Enquanto Juan chupava o gelado que o miúdo giro lhe oferecera. O recheio não tardou a encher-lhe a boca.

Diogo estava nas nuvens. Valeu a pena passar fome. O manjar tinha sido dos Deuses, ou melhor, tinham sido Deuses. Os três lá estavam, deitados, cansados, inalando o cheiro a comida que ficara do jantar a três.

Nada podia estragar o momento. Ou melhor, quase nada. O telemóvel de Diogo deu sinal de vida e do outro lado, era Zé Pedro. Tinha acordado e estranhado uma ausência tão demorada de Diogo. O namorado respondeu-lhe com a fila dos “Kebabs”. Era grande. Se era. Mas não a fila.
Regressou Diogo a casa, já sem fome e com a consciência de comera um dos melhores banquetes da sua vida. As férias estavam a correr bem… e de que maneira. Mas não iam ficar por aqui…

Queda de um anjo

Sei que já caíram em desgraça e até compreendo. Mas a verdade é que esta música recorda-me coisas boas e hoje ouvi-as vezes sem contas. Há dias assim. É de 1995. E tem coisas interessantes na letra...

Perguntas

Porque que é que os pedidos inocentes das crianças, às vezes, nos desarmam tanto e nos fazem chorar?

Até 2010... espero!

Não sei se será fácil encontrar, dentro do género humorístico, um grupo tão homogéneo e tão nivelado por cima. Chegou ontem ao fim a 3ª série dos Contemporâneos, seguindo-se agora um período de descanso que não terminará antes de 2010 e que os apaixonados pela série entendem mas não queriam. Um programa de enorme qualidade e que foi, quanto a mim, algo injustiçado pelas audiências.


In my life - Dave Matthews

Uma grande voz, num tributo a outra grande voz.

Se a estupidez pagasse impostos...

Eu tinha muita coisa para dizer sobre este $%&#£, mas acho que vou guardar para mim. O que me espanta é que o nosso país tenha alguém desta estirpe à frente do Instituto Português do Sangue, ainda para mais padecendo de diarreia mental crónica.

The Temper - Trap Sweet Disposition

The Fray - Heartless

Desvarios II

O primeiro dia de férias

O dia prometia. Estava calor e o fogo era grande. A praia tinha sido o cenário escolhido. Mesmo que não fosse bom trincar areia enquanto se come. Diogo já tinha estendido a toalha, enquanto Zé Pedro ainda vinha pé ante pé para não se sujar com o pó do areal. Paneleirices. No entretanto, Diogo entretia-se com o pau. Tinha encontrado um, perdido na areia. Aliás, o que não faltariam naquela praia eram paus. Era de naturistas a praia. Bons por sinal. Nada de peles descaídas e bochechas amarfanhadas. Tudo lisinho. E novo.

Diogo nem se importaria que Zé Pedro demorasse mais até chegar à toalha, porque a brincadeira estava a ser bem agradável. E não tardaria e soltar-se-ia resina do pau. Mas, tudo o que é bom acaba depressa e Diogo já avistava Zé Pedro, pelos dois olhos que ainda tinha disponíveis. Depressa correu até ao mar, sem que, no entanto, tivesse havido corrida por parte de Juan. Tinha sido este, o nome – como poderia ter sido outro – do pau espanhol com que brincava Diogo.

O mar ajudou a apagar o fogo. Mas não aliviava a resina entretanto produzida. Parecia que Zé Pedro iria ter sorte. Ele que chegava finalmente ao pára-vento. E besuntava-se. A experiência dizia-lhe que sem creme, doía. Até porque o sol era forte.
Diogo já voltava. Mais fresco, mas nem por isso mais calmo. Zé Pedro via-o bem… ao longe. Não tinham sido poucas as vezes que o tinha engasgado. Diogo estava finalmente a seus pés. Conheciam-se bem. Por isso, nem era preciso Diogo dizer nada. Zé Pedro sabia que Diogo queria comer espetadas hoje. Ali mesmo. Na praia.

Dito e feito. Fodido e perfeito. Era o ditado que Zé Pedro e Diogo mais gostavam e mais adoptavam. Diogo já tinha “sacado” do cigarro e Zé Pedro tinha ido ao mar para diminuir a assadura. Diogo estava com muita fome – como habitualmente – e a areia não deu tréguas. Enquanto isso, o pau de Juan tinha voltado a dar sinais de vida. E que vida! Mas desta vez, apenas por já estar na boca de outro cão. A expressão é de Diogo e não minha, claro.

Zé Pedro estava de volta. Deitava-se e pegava num livro. Tomas Harris era o autor. “Silêncio dos inocentes”. Diogo não evitou a gargalhada. A vida é repleta de ironias. E havia títulos que encaixavam na perfeição. Enquanto Zé Pedro lia, Diogo pensava. Sempre em sexo, claro. Desta vez, podendo ao mesmo tempo deliciar as vistas. Diogo sabia que aquelas férias que ali começavam tinham tudo para correr bem. Aliás, corrida era o que não iria faltar. Era, contudo, preciso entreter Zé Pedro. E o primeiro alvo já estava escolhido. A pila de Diogo já apontava o caminho. O hiato do filho ricaço. Dono do iate estacionado logo ali. Conseguiria?

Prometido é devido - Rui Veloso


A capa

Há noites assim. Em que nos apetece gritar ao mundo aquilo que ele não gostaria de ouvir. Em que nos apetece deixar para trás receios e gritar aquilo que nem teríamos necessidade de explicar. Há momentos assim. Em que não evitamos uma lágrima por não podermos ser aquilo que somos. Em que, a cada minuto, pedimos um mundo que não este. Há noites assim. Em que nos penitenciamos por cada mentira e por cada omissão. Seria mais feliz se pudesse ser como sou, aqui e em todo o lado. Comigo e com os outros. O medo de perder e a cobardia fazem-me continuar assim. Preso a um armário do qual sinto, cada vez mais, a necessidade de sair.

Faço-me de forte e de inquebrável, mas no fundo sinto cada frase. Sinto cada vez que tenho de vestir uma capa que não é minha. E de cada vez que não posso gritar ao mundo que também amo. De modo igual. Com uma intensidade semelhante. Com a mesma alegria. Ainda que alguém de sexo não diferente.
No meu canto, choro agarrado ao meu mundo. O ideal. Aquele que crio todas as noites do meu quarto. No espaço que é meu e onde dispo a máscara que durante o dia uso.

Haverá o dia em que o medo de perder será inferior a tudo o que posso ganhar em ser como sou. E nesse dia, apresentar-me-ei ao mundo, contigo. Com quem escolhi para a minha vida.

Green Day - 21 guns

Pequeno Portugal

Antes de mais, para quem não conhece, "5 para a meia-noite", é um programa que passa (estranhamente) perto das 0h15min , de segunda a sexta, na Rtp 2. Tem cerca de uma hora de programa e é, a meu ver, um bom programa para quem fica acordado até essa hora. É apresentado por Filomena Cautela às segundas, Fernando Alvim às terças, Nilton às quartas, Pedro Fernandes às quintas e por fim, Luís Filipe Borges às sextas. Têm um verbo como tema da semana e os programas de cada semana giram à volta do tema. Na semana passada o verbo foi PRECONCEITUAR, e deixo-vos aqui com uma entrevista que passou no programa do Nilton, logo na quarta passada.



Se todo o discurso, tanto da senhora que carinhosamente trata o nosso primeiro-ministro por "Xócras", como da jovem que nasceu na África do Sul, é triste em si, pior é quando pensamos que elas representam o "Zé Povinho". A ignorância da senhora a tratar os homossexuais como "essa gente" e o nojo que ela tem pela palavra, sendo bem visível quando diz ter vizinhos "que são disso", contraposta à estupidez da jovem ao dizer que Portugal era um país melhor sem homossexuais, só mostram o (mau) estado da nosso sociedade. Portugal, como em tudo, está atrasado na mentalidade, e a este andar, nem tão cedo vai apanhar a mentalidade de outros países da Europa. Parece que culpa quem é diferente pelo degredo da sua sociedade, quando, me atrevo a dizer, quem está no topo do sociedade, encaixa perfeitamente nos parâmetros tidos como normais.
Esperemos que a mentalidade mude... E entretanto, em resposta às últimas palavras da tal jovem, espero que pessoas como ela embarquem no próximo Titanic, e depois sim!, poderei dizer que Portugal ficou um país melhor!Enfim...

Ei, tu aí!

Este é para ti. Sim para ti. Que te sentes perdida. Que sentes que o mundo desmorona a cada passo teu. A cada dúvida que te acerca a alma e a cada lágrima que vertes escondida no teu canto. Sei bem que às vezes é difícil entender o mundo. Sei melhor ainda que por vezes nos dá vontade de fugir, de desaparecer, de partirmos em busca do que aqui não encontramos. Também sei que, por vezes, nos julgamos sem forças, para seguirmos em frente. Mas não duvides que as temos. Lá bem no fundo. E que somos mais fortes do que o que acreditamos. A mesma força que usamos para fingir perante o mundo, quando no nosso canto somos incapazes de nos continuar a fingir a nós mesmos.

As dúvidas sobre o que somos e o que temos, teremos sempre. Até decidirmos trilhar o nosso caminho pensando mais em nós e menos naqueles que nos impedem de crescer, agarrados que continuam a um "cordão umbilical" que nunca existiu. A vida é mesmo assim, cheia de dúvidas e de incertezas. Há contudo duas coisas das quais nunca podemos duvidar. De que somos fortes e acima de tudo de que há sempre gente com quem podemos contar. As tais que mesmo fingindo, não somos capazes de enganar.

Aqui sabes que podes encontrar alguém sempre disposto a ouvir. Sem perguntar. E a tentar fazer-te perceber que o amanhã, se não for melhor talvez não seja pior. Enquanto isso, acredita que é bom quando tudo passa e percebemos que há lições que nos fizeram crescer, mesmo que tenham custado muitas lágrimas. Se assim não fosse, talvez valorizássemos menos as nossas conquistas.


Pai

Nem sempre te entendo ou sequer faço por te entender. O teu olhar vazio e o teu sorriso que sempre fizeste por esconder. Confesso que gostava que soubesses mais sobre mim. Sobre o filho de que te orgulhas mas que nem sabes que caminho trilha. Sei bem que o passado recente não te foi fácil. Sei o que sentes. Sei que, mesmo com tudo o que tens, te sentes sozinho e perdido. Mesmo que nunca tenha tido coragem de te dizer, sabes o quanto gosto de ti e o quanto és importante para mim. Dizem-me feito à tua imagem. Orgulho-me disso. Porque me orgulho do que és. Do que foste e do que continuas a ser. Dos teus defeitos, das tuas virtudes e do muito que diariamente aprendo contigo, ainda que seja no silêncio que o faça.

Não sei se algum dia te vais orgulhar do que sou, do que não escolhi e não evitei. Mas estou certo que para mim nada mudará. E o orgulho que hoje tenho, assim se manterá. Mais perto ou mais distante. Mais claro ou mais sombrio. Sonho com o dia em que numa conversa franca te vou surpreender, mas vou ser sincero como me penitencio por não ser hoje. Será também o dia que vou escolher para repetir as lágrimas que, neste momento, verto. Por te amar tanto e não ser capaz de o admitir. Por às vezes ser tão ausente quando deveria ser bem mais presente.


Ai Bento, Bento

Bento XVI fracturou o pulso.
Está visto que este Bento é um maluco. Estava a dar-lhe com força e olha... Terá pensado Deus: "Bento, Bento. Fiz-te casto e agora isto? Vou-te castigar." Mas deixa lá Bento, pensa positivo. Tens a esquerda.

Brüno


Mais feito para chocar do que propriamente para divertir, ainda que o consiga. Longe, contudo, da exuberância e qualidade de Borat, o outro protagonizado por Sacha Cohen. O enredo é superficial e o sucesso do filme está, naturalmente, nas cenas fortes que só Cohen sabe encarnar. Pessoalmente, creio que o filme pode cair no erro de fortalecer um certo estereótipo já tão cimentado na nossa sociedade, ainda que a ideia original não seja essa, muito pelo contrário. Faltará saber se a percebem.

No fundo, é um filme com alguns momentos divertidos e onde não há lugar para tabus. É que em "Brüno" há e vê-se de tudo. É um filme para quem pretende diversão e choque e pouco dirigido para quem aprecia uma história mais elaborada e não lida bem com filmes tão "pesados".

Para quem gostou, aconselho vivamente "Another Gay Movie" e "Another Gay Sequel". Porventura, melhores.

Desvarios

A Dieta

Como qualquer conto de fodas, este começa pelo coito. Interrompido. Não por vontade dos fodilhões, mas da campainha que não parava de tocar. À porta, tocava (não literalmente porque estava de serviço) o entregador de pizzas. E que grande era. De ficar de bico bem aberto. Tomates bem vermelhos e um pepino de fazer corar. Estou a falar da pizza, claro.

Interrompida a foda, Diogo lá foi à porta. Quando viu Gonçalo, o entregador de pizzas, não conseguiu conter o espeto, perdão o espanto. Afinal de contas, era o stripper que lhe tinha rapinado 50 aérios na noite quente da véspera, depois da discussão com o namorado. Sempre ávido de uma boa discussão e de bichisses desnecessárias. No fundo, Diogo sabia que para evitar discussões só tinha mesmo de lhe manter a boca cheia. De comida. Até porque ao Zé Pedro a “depressão” dava fome e estava a encher a olhos vistos.

Mas voltando ao que interessa. O stripper. Ou melhor a noite com ele. Diogo tinha provado e tinha gostado. Talvez tenha seguido o regime alimentar da nutricionista e tenha passado de leite gordo para o magro. Em sentido figurado, claro está. É que Gonçalo era quase metade do namorado. Aliás, a prova de que tinha gostado, estava na “animação”. A tenda estava já montada e havia vontade de montar logo ali o circo. Mesmo com o palhaço, à espera no quarto. A meia haste. À espera da pizza. A do Diogo.
Gonçalo mantinha o ar bem profissional. Afinal de contas, ele não estava ali para se despir. A menos que lhe implorassem. Talvez, nem tanto. Que lhe pedissem. Humm, pronto, que lhe dessem um sinal.

Diogo tinha muitos. Podia dar-lhe um. E Gonçalo não se importava de levar. Enquanto isso, Zé Pedro esperava. Entretido com o comando. Bem grande por sinal. Dos novos da empresa de cabo. No fundo, gostava de fazer zapping. Entre novelas e anúncios de cosméticos.
No andar de baixo, já havia gente em cima. Da mesa. Tinham-se invertido os papéis. Gonçalo tinha insistido ir à cozinha de Diogo, fazer a entrega da pizza. Esta já sem tomates, tinham ficado do lado de fora. Talvez caídos à porta.
No entretanto, Zé Pedro gritava. Diogo agradecia. Era uma espécie de “contra-fogo”. Ou “contra-grito”. Afinal de contas, estava-se a combater o grito com o grito. Ainda que uns mais sôfregos que outros. Uns eram de fome. Outros de vontade de comer.

Feita a entrega e bem regada, Diogo endireitou-se. Já Gonçalo tinha quebrado um dos princípios éticos da empresa. Foi entregar uma pizza e acabou comendo. Jamais lhe perdoariam.
Despediu-se do cliente. Logo à noite, aconteceria nova inversão de papéis, pelo menos no estatuto de ambos.
Subiu Diogo, tenso. Com medo que se tivesse notado que tinha descido. Zé Pedro esperava. Retocava o rimmel, sem se aperceber que que Diogo tinha, lá em baixo, retocado o brush (ou blush ou lá como se dizem essas paneleirices). A pizza estava pronta para a comerem. Mas Diogo já tinha perdido a fome. Zé Pedro estranhou a ausência de fome, mas Diogo fez questão de dizer que se havia lembrado que a nutricionista apenas o deixava comer pizza ao Domingo. Era Sábado. Amanhã comia! Outra vez.


(continua... ou não)