Wonderful Tonight

Angústia

"Tortura do pensar! Triste lamento!
Quem nos dera calar a tua voz!
Quem nos dera cá dentro, muito a sós,
Estrangular a hidra num momento!

E não se quer pensar! ... e o pensamento
Sempre a morder-nos bem, dentro de nós ...
Querer apagar no céu – ó sonho atroz! –
O brilho duma estrela, com o vento! ...

E não se apaga, não ... nada se apaga!
Vem sempre rastejando como a vaga ...
Vem sempre perguntando: “O que te resta? ...”

Ah! não ser mais que o vago, o infinito!
Ser pedaço de gelo, ser granito,
Ser rugido de tigre na floresta!"


Florbela Espanca

Dúvidas

Tu que, por vezes, duvidas. Tu que, por vezes, te interrogas. Tu que, vezes sem conta, te deixas inundar por um "mar" de desconfianças. Tu que, por vezes, me julgas diferente ou às vezes distante. Tu que, por vezes, não me compreendes. Tu... sim tu. O "tu" que eu amo. O "tu" que me faz feliz. O "tu" por quem eu choro e por quem eu rio. O "tu" que me faz feliz. O "tu" que eu não quero jamais perder. O "tu" por quem eu sofro de cada vez que me foge um sorriso. O "tu" que me magoa por cada palavra mais ríspida. O "tu" que eu não quero nunca deixar de fazer feliz. O "tu" que eu quero que acredite sempre em mim e nos meus sentimentos.

Sim, é verdade. Amo-te, muito. De uma dimensão tal que nenhuma das palavras seria capaz de igualar. Com uma tal intensidade que me torna incapaz de o escrever mais vezes, de o dizer mais vezes. E eu, sou assim. Um "lamechas" instável, mas profundamente apaixonado. Mais por ti, do que pela vida. E que quer percorrer contigo cada um dos seus 7 mares, mesmo que, às vezes, a ondulação nos pareça tornar mais distantes. Penitencio-me pela instabilidade. Mas jamais me penitenciarei por te amar tanto.

Prazeres da Vida


Alguém me ouviu?


Cansado

Ando cansado, com um humor terrível e com uma vontade incrível de parar. Para pensar. Porque nem para isso tenho tido tempo. Sinto-me fraco, pressionado por uma profissão onde não há tempo para "chorar" desaires ou para pensar projectos. Pelo menos no nosso "cantinho".
Pior do que isso, é saber que ninguém tem culpa do facto de eu andar com um humor de "cão" e eu não conseguir ser melhor do que sou. Queria apenas um momento para mim. Ou mais do que um. Em que pudesse descansar a cabeça, fechar os olhos e ouvir. Esta e outras músicas. Que me acalmam e que me fazem sentir bem. No fundo, ando a precisar de férias. Ando a precisar de ter tempo para mim. Desconfio que não seja um mal apenas meu...


Acho que estou a precisar...

Olé!


Imponente. Ainda que escura e por vezes até sombria demais. A maior cidade de Espanha brota cultura por todos os poros e não perde por um segundo a altivez que caracteriza os seus nativos. É uma cidade-mundo, onde tudo acontece ou onde tudo parece capaz de acontecer. É uma cidade especial e ainda mais especial se torna quando se percorre "calles" e "calles" na melhor das companhias. Estará longe da beleza da cidade condal ou do romantismo e virtuosismo de Londres, mas traz muito para contar, de quem por lá passa, ainda que por pouco tempo. Ficam as saudades. Mais da cidade, já que os momentos só são possíveis com companhia e essa, claro, não deixei ficar por lá :). Por isso, mais haverá cá.

Provas

Há coisas na vida que nos colocam à prova. Momentos, circunstâncias, peripécias que testam até onde estamos dispostos a ir, até onde aguenta o nosso amor. Alturas há em que, por breves instantes, tudo parece posto em causa. Tudo fica ali à mercê. De um choro compulsivo, de um rosto mais fechado e irritado. Nessa altura, precisamos de provas, provas que nos façam acreditar em tudo outra vez, naquilo que num dado momento ousamos pôr em causa. Elas vêm, tímidas, mas vêm. Mas não chegam. Queremos sempre mais, muito mais. Mas voltamos a acreditar ainda que timidamente, proporcionalmente às provas que nos dão.
Nesses instantes de incerteza, a cabeça dá voltas, às vezes voltas demais, mas tudo se resolve quando ela volta ao seu lugar. Não por vontade própria, mas porque o coração assim ordena. E por fim, olhamos para o lado e suspiramos. De alívio, por tudo não ter passado de um susto. E sorrimos, ao mesmo tempo que sem reservas confessamos amarmos-nos como nunca pensamos.

Fim-de-semana


Curto mas essencial para sentir outras aragens, aproveitando a companhia um do outro. Até Segunda!

Sinto

Sinto em cada silêncio as lágrimas que vertes. Sinto em cada falsa palavra, aquilo que sentes. Sinto em cada instante o rombo que sentiste. Mas sabes que nada vai mudar, a marca que deixaste, tudo o que fizeste. Nada vai mudar o exemplo que sempre me deste. É difícil, eu sei. Mais difícil é eu ter tanto para te dizer e não ser capaz. Ensinaste-me a ser forte e és tu agora a precisar de quem to ensine. Prometo que tentarei. E estarei na fila da frente para não te deixar cair, para não deixares escorregar pelas mãos o orgulho que deves ter pelo que ajudaste a construir. E é isso que fica, apenas isso. O orgulho de eu poder dizer, sem reservas que se há exemplo que eu quero seguir é o teu. Não será que isso minimiza qualquer ingratidão de quem mereceu pouco o muito que fizeste? Um dia também vou crer que continues orgulhoso de mim.

Embora Doa...



"Embora doa, nada fiz para mudar/ Embora doa, nada vai mudar/ Porque nada surpreende."

Vivemos num país ingrato. Com gente incapaz de valorizar o nosso trabalho. Com gente incapaz de perceber que dia-a-dia - às vezes durante muitos anos - muito demos por aquilo que, apesar de tudo, nunca foi nosso. Vivemos num país em que é demais esperar um obrigado. Esperar o agradecimento, pelo cansaço, pelas olheiras, pelas alegrias e sofrimento por uma causa. Vivemos num país em que somos tratados por meros peões descartáveis e onde a gratidão não tem lugar. Não pode haver falta de produtividade num país, onde a produção de ingratidão por metro quadrado é tão assustadoramente elevada. Que país é este em que nos momentos de aperto, não se é franco, apenas hipócrita?
Embora doa, é o Portugal da ingratidão. Embora doa, é o Portugal de quem manda e de quem obedece... se tem juízo.
Embora doa, não é o país que eu quero para mim!

O Inverno a chegar...

Dias bem mais curtos, a noite que chega cedo demais e o frio que já faz mossa. É nestas alturas, que sair da cama parece uma tarefa hercúlea e as horas passam sem que façamos metade daquilo a que nos propomos. Doce, esta preguiça, que nos derrete a vontade de trabalhar. É a minha estação de eleição a chegar. Este ano, com um predicado diferente. Chego a ela, com um sorriso de Verão. Dizem que é paixão.

Sugestão da Semana


Inquietante. Nunca a velha expressão "a curiosidade mata" fez tanto sentido. Um filme a não perder!

Obamomania

Sou daqueles que apoiavam a viragem democrática nos Estados Unidos, mas também sou daqueles que sempre tiveram um pé atrás com Obama. Não que não lhe reconheça o mérito de ter conseguido que a sua "onda" varresse, primeiro Hilary e depois McCain, mas talvez porque acredito que Obama vale muito menos do que aquilo que os seus eleitores (e porque não dizer o mundo) acreditam.

Tenho por Obama uma grande consideração e acima de tudo a esperança que consiga trazer para o país e para o globo em geral aquilo que o seu antecessor não foi capaz. Essencialmente, bom senso. Contudo, temo que possa afinal ser um verdadeiro "flop", até porque tem sobre os seus ombros uma responsabilidade que em boa parte não procurou mas que adveio da tal "onda" que se criou. Um verdadeiro fenómeno Obama. Que só assim foi capaz de derrubar bastiões republicanos e não se ficar pelas intenções como Al Gore ou Kerry.

Quanto a McCain talvez no início, ainda nas primárias, nem o próprio acreditasse que chegaria tão longe e em certo momento ter-se-á deslumbrado com as sondagens que pareciam querer contrariar aquilo que parecia unânime na opinião pública - leia-se triunfo de Obama - e cometeu um verdadeiro erro de casting. Sarah Palin só por piada poderia ser uma vice-presidente ao nível do que o país precisa (até pela importância que tem o cargo nos EUA). Palin teve o condão de cometer erros atrás de erros e com isso levou McCain pelo "ralo".

Do nosso cantinho à beira-mar plantado, o que esperamos é que a mudança traga frutos nos EUA e que cure rapidamente a "gripe" financeira. É que, se é dos livros, que quando os EUA espirram toda a Europa se constipa, a saúde europeia estará seriamente ameaçada se o colosso do globo continuar tão definhado.

And the winner is...

A wish

Saudades



Há precisamente um ano, escrevi sobre este dia. Apelidei-me de teimoso e hoje voltei a sê-lo. Não haveria razão para mudar o que sinto. Entre desculpas de cansaço e afins, não fui. Não tinha de ir. No fundo, não estive aí presente, mas sabes que estou sempre aí.

Confesso que o ano não foi fácil e temi perder para ti, quem um dia prometi tomar conta. Felizmente, continua aqui ao meu lado, sem as forças de outrora mas com a presença de sempre que aprendi a admirar. E claro, continua de pé o meu compromisso de tomar bem conta dela e de tudo fazer para a manter com aquele sorriso que um dia escolheste para ti.

Sabes bem a admiração que sempre tive por ti e hoje, mais do que nunca, tenho a certeza que me fazes falta. Talvez porque, pelos vistos, somos tão parecidos. Acho que contigo aqui teria a coragem que me falta para enfrentar o mundo. Acho que contigo aqui seria capaz de deixar apenas de lutar às escondidas pelo que quero e por quem quero.

Eu sei que sabes que acredito pouco em "paraísos" e em entidades divinas, mas às vezes apetece-me acreditar que estás aí, em algum lado, a ver-me e a orientar-me. Parvoíce? Talvez. Mas deixa-me acreditar. Pelo menos hoje. E sabes uma coisa, algo me diz que gostas dele. Ou que ias gostar dele. Porquê? Jamais deixarias de gostar de alguém que me ama.