Look Into My Eyes

Factos

Olhares cúmplices. Sorrisos comprometidos. Não nos peçam para disfarçar. Há coisas que não são fáceis.

Portugal

Markl em tom jocoso pedia esta música para substituir "A Portuguesa", eu, depois de alguns episódios recentes em registos civis ou em monumentos do nosso país, vejo-me na obrigação de "apoiar" a "petição". Este nosso país...


What Happens In Vegas

Obrigatório ver!

Mundo de Cartão

O Mundo que me faz sonhar. O Mundo que me faz viajar no tempo. A viagem ao Mundo que também foi meu. Infantil? Sim, porque é esse o objectivo. Infantil, tal como eu gosto de me sentir às vezes, no meu quarto, longe do mundo dos adultos do qual já tenho de fazer parte ao longo de todo o resto do tempo. Como diz o André, o álbum é transversal. E eu, sem problemas, confesso de que gosto. E muito. Porque me faz sorrir.


Desencontro

Um maldito vírus desencontrou-me com a boa disposição e o bom humor nos últimos dias, mas levou-me ao encontro de quem cuidou, e bem, de mim. Tal e qual, como um dia sempre sonhei. Alguém ali. Ao lado. Para cuidar de mim. Para me dar carinho e tudo o mais que precisasse. Agora que já me sinto melhor, está na altura de retomar o trabalho, mas com tanto mimo, acho que fiquei mal habituado...




P.S. Um dueto fantástico com Simone. Sem dúvida.

No air

Feitios

"... é que eu quero-te tanto, não saberia não te ter. É que eu quero-te tanto, é sempre mais do que o que te sei dizer..." in "Imortais" Mafalda Veiga




Altos e baixos. Uns dias melhor, outros dias pior. Alturas em que serei mais fácil de compreender do que outras. Condeno-me, em cada instante, pelo momentos em que me "esqueço" de sorrir para ti, mas não é por tua causa, talvez seja por minha e por este feitio que carrego e não consigo largar.

Por esta pouca aptidão que tenho para demonstrar aos outros, aos que me são mais próximos, no dia-a-dia o quanto os amo ou sequer em lhes esboçar um sorrir ou dizer uma piada. Acontecerá contigo, acontece com os meus pais ou com quem lida comigo desde sempre. Não acontece com muitos dos amigo ou com os colegas de trabalho. Porquê? Difícil de dizer e talvez até incompreensível para muitos.

Mas, para ti ou para quem amo, não sinto necessidade de esconder dias piores, dias em que me apetece sorrir ou brincar menos. É o "preço" que paga quem eu amo, sem que eu consiga mudar. Gosto de ter o direito de poder ser quem sou e o que sou com quem me sinto à vontade para o ser, pese embora tenha a noção de que tenho de mudar - ou que já deveria ter mudado - porque quem eu amo não merece que deixe, por um só minuto sequer, de sorrir.

Em fases em que me sinto mais cansado, física e psicologicamente, sei bem que ainda sou mais difícil de aturar, mas não porque goste menos das pessoas, mas apenas porque sou assim. Complicado, complexo, mas com vontade de ser melhor. Nisso, também sou um aprendiz como tu.

Perto de complementarmos 8 meses, amo-te com a mesma certeza mas com uma intensidade imensamente superior. E o sorriso largo, bem largo, que esbocei ao ler o teu texto ou as lágrimas que surgiram acompanhadas com eles, apenas o vieram provar.

Amo-te!

Amar

Em pouco tempo e sem darmos por isso ficamos apaixonados. Durante uma vida, aprendemos a amar alguém.

Desculpa se ainda não sei tudo, apenas sou um mero aprendiz.

Amo-te!

Imagens do dia




O boneco do multibanco


Este é mais um texto com muita ironia e um humor fantástico como sempre nos habituou o Bruno Nogueira.

Um post fantástico e ao qual me junto porque - a brincar, a brincar - detesto este novo boneco do multibanco.

Eu também sou...

Contra as Touradas

Os activistas pelos direitos dos animais da PETA
numa manifestação contra as touradas junto ao Parlamento Europeu, em Bruxelas.


Ainda o tema do casamento gay...

Hoje dei por mim a ver tv, concretamente a nova novela da TVI, Olhos nos olhos.
Na apresentação das várias personagens, saltou à vista Pedro Granger. Um look bem diferente que me chamou à atenção. Não me enganei, Bernardo (Pedro Granger) é um homossexual. O filho que não existe. Aos 18 anos foi expulso de casa e desde então nunca mais falou com a sua família.
Vive com Mário (Nuno Távora) que toca violoncelo numa orquestra sinfónica e não faz bandeira da sua homossexualidade, pelo contrário, gosta de manter alguma discrição sobre a sua esfera privada.
Mas tudo muda num dia. De manhã Bernardo descobre que tem leucemia, liga à mãe que o ignora dizendo que o seu filho já morreu. À noite a morte aparece mesmo a Bernardo, na derrocada de um prédio.
É aqui que entra o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A mãe de Bernardo (Pedro Granger) que até então o renegou aparece para a reclamar uma pequena fortuna deixada por ele, ganha com a criação de um site.
A partir daqui a história desenvolve-se nos tribunais com Mário, que nunca teve nada no seu nome, a enfrentar uma batalha jurídica para tentar impedir que a família de Bernardo fique com o que é seu de direito.

É sempre bom que temas como estes passem, nem que através da ficção, a fazer parte da vida e das conversas dos portugueses. Para mais utilizando actores conceituados, como é o caso.
Espero para ver qual será o evoluir deste trama e, claro está, que desfecho guardaram os autores da novela para este assunto, que quer se queira quer não moldará a mente de alguns (muitos).

O ridículo não tem limites

Depois deste texto, deixei de ter dúvidas. O ridículo não tem mesmo limites.

Casamento de Homossexuais?

« Como que não haja problemas profundos para resolver na sociedade portuguesa, entenderamalguns jovens deputados ocupar o tempo a tratar dos problemas dos homossexuais, que querem elevar a “união de facto” à categoria de casamento, com iguais direitos e garantias.

Eu sei que há muitos “Cabrais” e “Gamas” que, no século XXI, ainda sonham repetir as façanhas daqueles citados e destemidos navegadores. Mas, como não têm sequer coragem para ir de traineira às Berlengas, nem para descobrir qualquer ilha deserta, onde poderiam viver como e da maneira que quisessem, porfiam lutar, em terra firme, por uma lei de equiparação da “união de facto” ao casamento. Ora, essa tal lei, em ordem à criação humana, de equidade nada tem.

Evidentemente, que pessoas amigas podem viver, fraternalmente, debaixo do mesmo tecto. Mas não é disso que se trata. Neste caso, trata-se de problemas de inversão da sexualidade natural.

– Uma lei tem de ter uma motivação universal, que sirva toda a nação. Assim, só porque no momento há, quotidianamente, imensos assaltos e roubos, não vamos legitimar o assalto e o furto, para que todos os portugueses possam fazer o mesmo. Da mesma forma, para atender algumas pessoas, com hábitos que ofendem a natureza e a maioria das pessoas, não vamos legislar em favor dessa equiparação, porque a maioria dos portugueses, no casamento, não só não se revê nessa situação como ainda a recrimina.

Basta conhecer bem o país em que vivemos e os sentimentos éticos e morais do nosso povo, para pôr logo de lado tão nefanda como perigosa pretensão!...

Mas, se isso não bastasse, bastaria observar a natureza que nos rodeia e notar como se cruzam os animais, para concluir que, desde que o mundo é mundo, este cruzamento sempre se fez entre sexos diferentes. E, se do reino animal passarmos para o reino vegetal, confirmaremos que para a produção do fruto, há sempre, embora de forma diversa, a intervenção dos dois sexos.

Se, ainda, verificarmos que em quaisquer destes reinos da natureza houve sempre cientistasfamosos que nunca pensaram de outra forma, chegamos à conclusão de que se trata depretensiosismo de pessoas pouco reflectidas.

Por isso, com todo o respeito pelas pessoas nascidas com esse defeito e, até, pelas que ali foram cair, não podemos concordar com a equiparação dessa união ao casamento legal. Seria até caso para exclamar a conhecida frase de um pensador: – «Quanto mais conheço os homens, mais amo os cães».

Este problema da equiparação diz respeito a todas as pessoas. Evidentemente, que tem muito mais a ver com praticantes da doutrina católica, do que com quem a não pratica; mas, mesmo assim, há milhares e milhares de anos, que o direito civil respeita este proceder. Não vai ser agora, agindo contra a tradição verificada em todo o mundo, que os portugueses, copiando o Governo espanhol, vão fazer a descoberta do século. Este caso ultrapassa os limites
religiosos de qualquer religião e vai atingir os direitos e características naturais, que a natureza concedeu ao homem, ao animal e ao vegetal.

O mundo está muito bem feito. Respeitemos as tendências naturais das coisas e não façamos como o nosso velho pai Adão que, segundo a Bíblia, desobedeceu e estragou a ordem criada no paraíso terreal.

Por isso, dali foi expulso, para mal dele e de toda a humanidade.»

[Carlindo Vieira, no Diário do Minho de 28/09/2008]