Há quem resista...

Depois de um texto tão fluido e eloquente do meu amigo J :), até me sinto intimidado em escrever alguma coisa. Ainda assim, cá vai um pequeno vídeo. Sim, J, este não é triste. É que ainda há quem resista...


lol ! é a primeira vez que escrevo neste blogue. Não vi necessidade de escrever anteriormente, visto que todo aquilo que poderia escrever estaria fora do contexto. Enfim, os meus amigos são uns tristes e só falam de coisas tristes, e mesmo os filmes que recomendam são tristes. Bah!
Se não fosse eu, eles provalvemente seriam mais uns a contribuir para as taxas de suicidio. LOL!
Nem percebo como há pessoas que visitam este blogue, provavelmente por engano, ou também
serão pessoas tristes?
Bem... acho que já perdi tempo suficiente a escrever aqui.

Fiquem bem seus gays :P

Colorblind

Porque o importante não é ler, mas ouvir, ver e fundamentalmente sentir, serei telegráfico. O filme chama-se "Cruel Intentions" e a brilhante música "Colorblind" e é dos Counting Crows. O resto? Sintam!



Patetices


1. Não gosto de ser cercado. Nunca gostei. Não gosto de esgotar o meu "stock" de desculpas. Nunca gostei. Gosto de estar com quem quero e com quem me faz sentir bem. Sempre gostei.

2. Cada vez mais tenho certezas. Cada vez mais sinto o que não quero sentir. Cada vez mais vejo distante o futuro que ambiciono. Cada vez mais me desiludo com o presente. Cada vez mais, tenho saudades do passado.

3. Continuo com medo de encarar as pessoas e as ilusões. Acho que já nao tenho "vidas" para mais "histórias". Sinto-me perto do "game-over".

4. Ainda acredito no amor. No romantismo. Na estabilidade emocional. Ainda acredito que posso ser feliz. Continuo, teimosamente, a viver de utopias.

5. Sou pateta, porque sempre me deixei viver, pateticamente, acreditando nas patetices de uns patetas que imaginaram, um dia, o mundo sem eles. Pode ser que um dia encontre o meu... Pateta!

Filme - Un amour a taire

Recebeu no passado dia 11 o prémio de melhor longa-metragem do 11º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Madrid. O filme é de Christian Faure e foge aos habituais enredos, por juntar uma belíssima história de amor homossexual e os piores anos do regime nazi. Passa-se em 1942 e conta a vida da judia Sara e o casal gay Jean e Phillippe numa França que era por esta altura ocupada pelos nazis. Aqui fica o "trailler", mas aconselho desde já o filme.


Em coma...

É assim que me sinto. O soro que me enchia a alma já não chega e a máquina que teimosamente me mantém a respirar tem um trabalhar cada vez mais ténue. Não quantas vezes, já tentei desligá-la, mas o braço não responde ao estímulo. Procuro incessantemente sair deste estado, mas sempre que tento automedicar-me, escolho o antídoto errado. Em vez de curar, provoca-me homorragias sem fim no coração. Agora, deixei-me disso. Prefiro manter-me aqui. Acordado para um mundo, adormecido para o outro. Há-de chegar o dia em que o meu sorriso deixe apenas de ser exterior e também por dentro o possa sentir. Quando irei acordar não sei, nem tão pouco quem o irá conseguir. Mas espero que seja antes de derramar todo o meu sangue...

Still Loving You...

Com 42 anos de carreira, a banda alemã regressa a Portugal. Primeiro com um concerto em Lisboa na próxima terça-feira e depois na quinta-feira seguinte em Guimarães. Esta é uma das músicas mais emblemáticas, de um conjunto que nasceu em Hannover e que conta já com mais de 75 milhões de discos vendidos. Still Loving You...

Para reflectir

Hoje enviaram-me esta sms que não conhecia, mas que dá para reflectir:

"Havia uma miúda cega que se odiava pelo facto de ser cega! Ela também odiava todos excepto o seu namorado! Um dia ela disse que se pudesse ver o mundo casava com ele. Num dia de sorte, alguém lhe doou um par de olhos. Então o seu namorado perguntou: "Agora que podes ver casas comigo?" Ela ficou chocada quando viu que ele era cego e disse: "Mas eu não quero casar contigo porque tu és cego!" O namorado afastou-se em lágrimas e disse: "Cuida bem dos meus olhos..."

Dá que pensar...



Through her Eyes

A escolha musical de hoje vai para um grupo formado em meados da década de 80, chamado Dream Theater. Este é um single de 2000 do álbum "Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory". Uma música triste, é um facto, mas lindíssima e numa magnifica interpretação de James LaBrie.

Notas Soltas - Parte II

Está a acabar o Domingo e estou cansado. Não há dúvidas que a "farra" cansa e de que maneira, principalmente quando a ela se junta uma directa. O motivo? Visitar um grande amigo e perceber que ele está bem, apesar de tudo, nesta nova fase da sua vida. Tivesse descoberto o tele-transporte e já lá tinha regressado.

Agora estou por casa. E francamente cansado. Mas o pior nem é o cansaço físico, mas o mental. Acho que devem ter combinado insurgirem-se todos contra homossexuais aqui em casa. Qualquer coisa é pretexto hoje. Antigamente não ligava, agora magoa de uma forma que nem sei explicar. A vontade de responder até é grande mas, como sempre, a cobardia é maior.

Um fim-de-semana que começou com uma grande conversa, daquelas que já há muito pensava ter com um amigo. Daqueles do peito. Daqueles que estão acima de tudo. Tive receio que o que estivesse a dizer soasse a reprovação ou a censura, mas penso que o receptor percebeu a mensagem. Há alturas em os amigos devem servir para alguma coisa, principalmente aqueles que querem tanto o nosso bem. O errado não é, nem nunca foi, falhar. Mas não admitir que se falhou. Felizmente ele não padece do segundo síndrome e por isso é tão especial para mim. Neste mundo sentirmos que temos amigos e alguém sempre pronto a suportarmos é o mais importante. Por isso... não devemos nunca regatear esforços para os conservar!

Lembranças

Ontem, não consegui evitar uma lágrima, quando por mero acaso o zapping de um amigo parou em Forrest Gump. De repente, revi-me ali. Numa das cenas. O miúdo era eu. Aquela corrida era minha. Acho que um dos amigos terá percebido. O outro não. Talvez lhe conte porquê. Mas o passado pareceu-me tão real que me assustou. Ainda que os casos sejam diferentes.

KU



Eu também vou lá estar...

Wait for me (in London) guys...

Vai um joguinho?

Não acho piada nenhuma esconder o meu nome por isso mesmo a partir de hoje, meus caros, sou o Pedro. Prazer...
Não tenho escrito muito. O tempo é escasso, a vontade não é muita e a imaginação também não. Não tenho, nem de longe nem de perto, o dom da escrita. Gostava de saber escrever, por exemplo, como o C. Conseguir passar para o teclado, no caso, tudo aquilo que vai na minha cabeça, na minha alma, no meu coração. Mas está prometido que vou tentar, mais amiúde, dizer qualquer coisita....

Já que estou numa de me "apresentar", aqui fica uma foto para ver se descobrem qual o grande palco do dia a dia da minha vida.
Uma pista... É a cidade mais bonita do MUNDO! :)



Right here waiting for you

Apetece-me adormecer ao som dela. Vou fechar os olhos e sonhar. Só mesmo a almofada me entende. E se tiver vontade de chorar eu sei que ela não vai deixar de me "abraçar".




Notas Soltas

Frio. É assim que estáo tempo. E Eu estou aqui metido na cama, sem vontade de sair. Lá fora, dizem-me, está a chover mas francamente, nem me apetece ir ver. Estou para aqui a ouvir música. Linda por acaso. Mas algo triste, confesso. No entanto, não deixa de ser bonita.

Também estive entretido durante algum tempo a ver presentes para oferecer. Esta é a parte que mais gosto do Natal. Não recebê-los... mas dá-los - reparem que está no plural, para que não façam associações "pecaminosas" :) - mas mais uma vez, há pessoas a quem não sei o que oferecer. Mas também terei tempo.

Hoje também me bateu uma saudade de uma pessoa, que sei que se está a "divertir", num sítio bem mais frio. Nada que o gás da repsol não solucione (private joke). Espero poder matá-la em breve.

Também hoje comecei, imagine-se, a receber mensagens de Natal. Há-que aproveitar enquanto as redes não as cobram :), mas não acham que é cedo demais? Claro que não respondi. Daqui por um mês trato disso. Aliás, em relação às sms de Natal, devo dizer que prefiro curtas e personalizadas do que as habituais que são distribuídas aos montes. Feitios.

Nada

Hoje estou meio como o tempo. Mas pelo menos há a parte positiva de poder dizer, em plena quarta-feira, que já estou de fim-de-semana. Ainda assim estou naqueles dias em que tenho uma enorme vontade de não fazer nada. Mas mesmo nada. Mas mesmo, mesmo nada. E até o nada, acho que me pode cansar. Já tinha dito que não me apetece fazer nada?

P.S. E enquanto nada faço, apetece-me ouvi-la e senti-la...



Fake Plastic Trees

Hoje o tempo para escrever não é muito, por isso continuo com a senda das músicas. As duas últimas que coloquei tinham um denominador comum (além de ser bonitas claro está), o facto de figurarem no tal Top 10 das mais tristes da história que falei aqui. Desta feita, a música é dos Radiohead, dá pelo nome de Fake Plastic Trees e como curiosidade diga-se que ficou em 10º lugar nesse mesmo Top.


Leave right now?


A música que vos deixo hoje além de lindíssima (na minha opinião claro está), tem uma letra que dá mesmo que pensar. Quantos de nós não pensou, em qualquer momento da sua vida que o afastamento da pessoa que se começa a amar, mas que não corresponde com o mesmo amor, seria a solução de todos os problemas? Quantos de nós já não pensamos que a presença constante poderia aumentar esse nosso sentimento e por isso o melhor seria fugir? Mas, será mesmo a melhor opção? Será que não dói ainda mais o afastamento? Eu sempre achei que sim.

"I think I'd better leave right now/Before I fall any deeper/I think I'd better leave right now"

Será mesmo? E será que alguém consegue?



Portugal e ponto final

Enviaram-me isto hoje. Não sei se já conhecem. Achei tão surreal que não hesitei em colocar. Este nosso Portugal...

Drugs Don't Work

No final do ano passado, a revista britânica de música "Uncut" elegeu-a como a música mais triste da história tendo por base o trabalho do cientista Harry Witchel. Para medir o grau de tristeza que cada música provocava, ele mediu reacções como freqüência cardíaca, alteração na respiração e temperatura da pele. A música é dos "The Verve" e chama-se "Drugs Don't Work". Se é a mais triste da história não sei, mas que é uma das mais bonitas e com uma das letras mais tocantes disso não tenho dúvida.

Booked

Afinal, vou mesmo estar :)

O meu sonho


Também eu aceitei o desafio e por isso vou responder ao repto do Paulo do blogue Felizes Juntos, sobre os meus sonhos (com regras aqui). Nem a propósito, aqui há uns dias falei deles aqui. Mais propriamente do mundo dos sonhos, onde gostaria um dia de viver. De um modo ou de outro todos temos o nosso, mais ou menos louco, mais ou menos possível. O meu não é rebuscado. Não é mirabolante. Não é sequer especialmente entusiasmante de seguir para os leitores. É simples. Pelo menos na sua essência, mas impossível na actual conjectura.
Sonho em me sentir amado por quem amo, em ser abraçado por quem tantas vezes chorei, em beijar quem um dia desejei. O lugar também ele não necessitaria de ser demasiado especial. Sê-lo-ia de qualquer forma, tivesse ele o sorriso de quem amo. Mas uma noite estrelada, com uma lua destas e um simples abraço de comprometimento físico e espiritual, seria o bastante para tornar o cenário idílico. Mas quem já teve oportunidade de estar aqui talvez perceba que não haveria melhor local para amar. Já chorei aí. Espero um dia poder sorrir. Há de facto alturas em que sonho mais vezes, e pelo menos nessas, entro no "meu" mundo e sou verdadeiramente feliz. Haverá sonho mais bonito do que podermos dar o que há-de melhor em nós a quem nos quer bem? Duvido. Até prova em contrário, o amor continua a ser o sentimento mais bonito, apesar do tanto que por vezes nos faz sofrer.

E para continuar a "corrente", e apesar das opções de escolha serem agora bem menores, desafio os meus amigos e companheiros de blogue: P e J e também o Isidro do blogue Templo do Prazer e o autor do recém criado blogue Agora.


"Que nosso senhor a guarde em descanso..."



Descobri isto através daqui e só vem provar mais uma vez, não só o talento de Bruno Nogueira (imperdível qualquer espectáculo dele) como também o atraso que ainda é este nosso país. É que, infelizmente, ainda há muitas "Margaridas" por aí. Quantos mais anos serão precisos para mudar mentalidades destas?


Mentiras

Custa muito sustentar parte da nossa vida numa mentira. Custa imenso mentir a quem mais amamos. Custa muito enganar quem mais respeitamos. Os lábios tremem a cada mentira e o coração ressente-se. Um dia espero que me perdoem cada omissão, cada imprecisão, cada mentira. É que no meio de tudo, há uma única verdade que vos importará saber. Amo-vos. Mais do que tudo. Com toda a força. E agradeço por cada gesto, por cada carinho, mesmo que por vezes não me sinta digno de o merecer. Cada lágrima é um pedido meu... de perdão.

Still In Love (Kissing You)

I'm so in love
I'm still in love

I've never been in love quite before
until I saw your face
and watching stars without you
my soul cries
my hething heart
is full of pain
when we're apart
the aching

I'm kissing you
I'm kissing you

You're my father
you're my soldier
you protect me, boy you save me
you're my best friend
you're my husband
you are my doctor, counselor,
provider, professor, my everything

And I love you, I love you, I love you, yes I love you
I need you, I need you, I need you, I can't live without you
I trust you, I trust you, with every ounce of me
Just teach me, boy teach me, just take me

When we make love I can feel all your spirits
deep inside of me
Baby you're so pure

I'm Kissing you forever, and ever, and ever
I love Kissing you (kissing you, kissing you)

Boy I love everything about you baby
it's been so many years since we fell in love
we got something special baby
we can cry together
we can grow together
be ourselves together
and I love you more than music
yes I love you more than music

I rather be kissing you, oh
I'm kissing you oh (kissing you, kissing you)


Também quero... estar lá!

Lembranças de criança

Passar uma tarde em casa, como já há muito não me acontecia tem destas coisas. Dei por mim, metido na cama a sorrir a cada anúncio de brinquedos. Sempre foi este o indicador de estarmos próximos do Natal e hoje senti-me "puto" outra vez. Lembrei-me dos tempos em que passava horas e horas logo ao início da manhã a ver os anúncios de brinquedos com que sonhava. Deliciava-me com aquilo. Que momentos bem passados. O frenesim de devorar cada publicidade, cada animação, de ter tanto por onde escolher, de escrever a carta ao Pai Natal às escondidas, de viver cada dia em intensa contagem decrescente... A magia do Natal!
Hoje as coisas mudaram, já não sou a criança que era, mas também fico feliz por poder contribuir para que o Natal das "minhas" seja também mágico como era o meu. Ai ai... que saudades.
E pensar que quando somos crianças desejamos tanto ser adultos... tontos!

P.S. Ah, e a propósito. Quem não se lembra? :) A "miúda" chama-se Filipa Schlesinger e é hoje uma linda rapariga com 30 anos. Que saudades deste anúncio...



O mundo dos sonhos

Sento-me na cama, oiço música e penso. Fecho os olhos e sonho. Vagueio pela areia de mão dada com quem amo, deitamo-nos abraçados e olhamos o céu. Fazemos juras de amor e prometemos uma união eterna. O amor é agora correspondido e os sorrisos rasgados. A paixão que era minha, é agora tua também. Os abraços de que sentíamos falta, são agora o nosso presente. Os teus sonhos, são agora também meus.
Enfim acordado. O sorriso estampado no meu rosto era ficção. E parece agora envergonhado com o contacto com a realidade. Cada um continua só, à sua maneira, e procurando o mesmo mas ainda assim tão assustadoramente distantes. Para a próxima quero nascer noutro mundo. No dos sonhos.

Feliz

Estou feliz hoje. Com o sentimento do dever cumprido. Queixamo-nos do trabalho, mas quando somos recompensados tudo parece ter valido a pena.
O futuro é já hoje e é preciso começar a pensar nele, mas há-que aproveitar algum tempo livre (pouco) para descansar depois de um período de enorme tensão. Os meus amigos também não se esqueceram de mim e foi bom falar com alguns deles que apesar de longe, disseram "presente". Dois deles dos quais não tinha notícias há algum tempo. Mas a distância não apaga os laços que criamos.
Hoje é dos dias em que me apetece muito sorrir e já agora, ouvir esta música toda a noite (obrigado friend :)). É linda não é? O dia hoje também foi...


Tensão

Amanhã é o dia que culmina 8 meses de trabalho e quatro anos de dedicação. Amanhã terei sobre mim o peso da responsabilidade. Amanhã serei eu contra o "mundo". Mas sei que terei gente a torcer por mim. O problema é esta tensão que não passa e que me vai deixando com um mau humor que só visto.


Oferece-se recompensa...

... a quem encontrar um olhar brilhante, cintilante, feliz e apaixonante. A última vez que foi visto estava no rosto de um grande amigo, mas entretanto desapareceu sem deixar rasto. Pede-se ao causador do "rapto" que se entregue às autoridades e que o devolva urgentemente, porque os amigos sentem faltam dele. E eles prometem não descansar enquanto não o recuperarem... estão avisados!

A outra margem

Talvez "espicaçado" pelos comentários positivos ao filme, um deles no blog Felizes Juntos, fui ver o filme luso "A outra Margem". E devo dizer que corroboro de outras opiniões. Este é efectivamente o melhor filme português que já tive oportunidade de assistir. Confesso que estou longe de ser grande fã do cinema português, mas fiquei-o do filme de Luis Filipe Rocha.

É claro que não é um filme perfeito. É óbvio que provavelmente gostaria de um final diferente. Mas ainda assim fiquei satisfeito com a qualidade do filme. É mais uma vez a prova de que com um enredo simples é possível fazer-se um bom filme. Tocante. Vibrante. Arrebatador. A banda sonora (Corvos) é também ela de enormíssima qualidade e ajuda a tornar este filme tão especial. Mas o maior destaque vai evidentemente para a interpretação extraordinária de Tomás Almeida (Vasco). É impossível não se ficar cativado pelo miúdo da Crinabel.

No entanto, será também injusto não realçar as actuações de Filipe Duarte (Ricardo) e Maria d'Aires (irmã). A abordagem de temas habitualmente e hipocritamente "escondidos" (casos da homossexualidade, transexualidade, travestismo e trissomia 21) faz deste filme uma "pedrada no charco" na nossa sociedade mas que provavelmente estará condenado ao esquecimento. É que continua a haver assuntos proibidos.

Mas este é, sem dúvida, um filme a não perder!


Trabalho

Acordo na segunda-feira com o som do despertador. Está na hora de ir para o trabalho. Volto do mesmo já passava da meia noite. Às segundas, costuma ser assim.
É terça, mais um dia que vai ser passado na labuta. São 9h e já estou no emprego. Desta vez, ao contrário do habitual, não saio por volta das 21h, tenho de ficar até bem mais tarde. Olho para o relógio são 1h40m. Finalmente acabou.
Chega a quarta-feira. Ufa é folga!... Toca o telemóvel. Fodasse, pela terceira semana seguida, tenho de ir trabalhar à quarta. Chego a casa já os ponteiros indicavam 21h30m.
Quintas e sextas costumam ser mais calmas. Ainda bem, preciso de algum descanso. Mas... nada disso! Há bastante que fazer! 23h25, estou roto, vou para a cama.
Sexta-feira, o som de todos os dias "obriga-me" a sair dos lençóis. Apesar do dia intenso, às 18h30 já estava em casa.
Vem aí o fim-de-semana. Boa!... Para quem, nestes dois dias, manda o trabalho pró caralho.
Para mim são apenas mais dois dias de... trabalho.
E na vida há tanta coisa boa, que com tanto trabalho nem em segundo plano está...
E pensava eu que o trabalho era para ter alguns trocos para poder gastar... Esqueceram-se foi de inventar dias mais longos...

Há coisas que não entendo...

Uma delas sou eu mesmo...
Hoje, depois de mais um dia de trabalho, cheguei a casa e brinquei com o cão. Depois de descansar um pouco liguei a net e fiquei com o sentimento que me acham culpado, sem no entanto saber porquê.
Tenho de ser obrigatoriamente eu é? E porque não o contrário?

Confuso?
Eu também sou assim...

Silêncios

Há silêncios cortantes. Ensurdecedores. E sem razão aparente. E cuja personalidade da pessoa não pode servir de desculpa, sempre. Magoa mais a falta de palavras que o seu excesso. Mas há quem seja assim... dizem!

A estrela

Estou a escrever este texto e a olhar para a imensidão do céu. Negro. Arrebatador. Apaixonante. De entre as estrelas, há uma que brilha mais do que todas. Lá bem alto. Pela distância talvez pudesse ser o reflexo do teu sorriso. Ou o prolongamento do teu olhar. Ou então talvez seja apenas Sírius, imponente como sempre. De qualquer modo, prefiro imaginar que és tu. A estrela que mais brilha. Também por isso vou continuar por aqui a olhar para o céu. A olhar-te, entenda-se. Hoje estou com a "bateria fraca" e escolhi a estrela maior para me "carregar". Às vezes bem é preciso. Uns minutos assim de sossego, sem pensar em mais, apenas na vida. Já te disse que estás especialmente lindo hoje? Pois... claro que não te vi. Mas vejo a estrela. Já não te tinha dito que hoje me apetece fazer de conta que ela és tu? Pelo menos a ela tenho-a todos os dias... Bem agora deixa-me ir carregar o meu mp3, eu volto já para continuar a olhar para ti...

180

180 razões para ter saudade. 180 razões para sentir falta. 180 razões para amar. É um número grande demais...

Sorrisos

Vi hoje um que me preencheu. Lembrei-me de outro com saudade. Vou dormir com um também. Há dias assim. Em que nos apetece sorrir por tudo e ao mesmo tempo por nada. Hoje, sinto-me bem.

Obrigado

Hoje, mais do que nunca. Obrigado.

Count Down

5 dias, 120 horas, 7200 minutos, 432000 segundos...

I can't turn away from what i believe...

Ninguém vive, não dizendo o que sente. Apenas sobrevive. Ninguém vive, tendo medo de dizer à pessoa que ama, o quanto gosta dela. Apenas sobrevive. Mesmo que saiba que isso poderá ter "custos". Mesmo que saiba que isso pouco adiantará.

Disse uma vez a alguém que “nada do que é dito peca por excesso mas sempre por defeito, por mais que o receio de se dizer o que quer que seja por excesso seja maior do que a angústia de se dizer o que quer que seja apenas por defeito”. Confuso? Talvez.

Mas, posso ter ganho pouco por sempre dizer o que penso e o que sinto, mas pretendo continuar a viver assim. Prefiro arrepender-me do que digo, do que aquilo que deixei por dizer. E nunca me arrependi de dizer “amo-te”, qualquer que tenha sido a resposta…

Teimosia

Sempre foste muito teimoso. Ao ponto de, por simples "teimosia", não teres esperado que eu tivesse crescido. Mas eu desculpo-te, de cada vez que me dizem que a minha personalidade é muito parecida com a tua. De cada vez que me comparam contigo, sabendo eu que foste sempre uma pessoa tão adorada. Continuo a cuidar de quem me pediste e sei bem que continuas a ser o que melhor me compreende.

Desculpa também hoje não te ter ido visitar. Mas sou contra a ostentação. Sou contra o desfile de roupas e lágrimas. Sou contra a hipocrisia de que se reveste este dia. Não me lembro apenas de ti hoje, por isso vou-te visitar amanhã. Sabes, estou "crescido" e formado. Já sou um homem. Dizem que tenho os mesmos defeitos e virtudes que tu. Também sou teimoso. E vai sendo esta teimosia que me vai fazendo manter a ambição de um dia ser aquilo que tu foste e de fazer aquilo com que um dia sonhaste e não conseguiste.