Live from London...




Aqui estamos nós no quarto do hotel, já preparados para sair, ansiosos pelo magnifico espetáculo que mais logo acontecerá junto ao Tamisa com o London Eye em fundo.

Happy New Year

Pedro e C

O meu último post...


Este blogue surgiu, numa conjectura que já não existe. Infelizmente. Por isso, este é o último post que escrevo para o mesmo. Com tristeza, por deixar de partilhar as alegrias (poucas) e as tristezas (muitas) da minha vida e porque olhei para ele sempre com carinho. Tornou-se, afinal, um espaço para libertar tudo aquilo que não tinha a quem dizer. Mas fico-me por aqui. Naquele que é, seguramente, dos dias mais tristes dos últimos tempos.

O blogue há-de continuar e eu prometo continuar a passar por cá. Aos leitores, os desejos sinceros de um 2008 muito feliz. Eu vou procurar tornar o meu também. Talvez sendo diferente. Bem diferente do que sou. Até um dia...

And the winner is...


You're gone
, dos Fingertips. Esta foi a escolha dos nossos leitores para a sondagem que colocamos aqui no blogue. Tendo recolhido 46% dos votos e deixando a uma curtíssima distância "No teu Poema" de Dulce Pontes, com 40%. Os lugares seguintes foram ocupados por "Drugs don't work" dos The Verve e "Breathe me", Sia.

Quanto ao vencedor, trata-se de uma música extraordinária - mais uma - do grupo português Fingertips liderado por Zé Manuel e extraída do Álbum "Catharsis".

TOP 3

1.
You're Gone - Fingertips
2. No teu Poema - Dulce Pontes
3. Breathe me - Sia / Drugs don't work - The Verve


E já agora uma nota pessoal:

You're gone, curiosamente, era também a minha grande favorita para esta sondagem. Não só pela inegável qualidade, mas por tudo aquilo que representa para mim. Tenho o velho hábito de associar músicas a pessoas e esta vai ficar, para sempre, associada a um grande amigo. Daqueles que não se esquecem. Porque o conheci neste 2007 e porque ele trouxe com ele dos melhores momentos que vivi este ano, esta teria de ser com toda a certeza a minha música 2007 que só por ter tido o prazer de o conhecer já valeu a pena. Um abraço J.


Um palco imaginário para uma história bem real

Pois bem. Ontem falei, pela primeira vez, aos meus dois grandes amigos sobre o livro que me tem preenchido algum do meu tempo livre. Infelizmente, às vezes falta-me esse mesmo tempo, mas aos poucos pode ser que ele acabe por surgir. Não sei ainda como vai acabar, não faço ainda ideia do que vai acontecer a algumas das personagens de uma história de ficção que, como todos, só poderia ser inspirada na realidade. Sei apenas como gostaria de o terminar. Um último capítulo. Ficcionado mas com um sentimento bem real. O palco é este. A história é a "nossa". Contada por mim.


Onde estão as previsões dele para o novo ano?

Já falta pouco...



A esta hora já só penso em levantar voo e desfrutar na capital inglesa... Serão 5 dias para esquecer, completamente, o que por aqui se passa e aproveitar mesmo. Mas mesmo muito...
Londres espera-me... Em especial os londrinos... lol
Nunca mais é segunda-feira!

Restolho



Linda linda....

À meia noite ao luar

Sozinho ou acompanhado. Às claras ou às escondidas. Num país com mais ou menos preconceitos. Com adaptações ou não à letra. Um dia esta serenata há-de ser para ti.


Aprender


Contra o costume não me apetece escrever. Não sai nada. É nestas alturas que procuro reconforto neste texto de Shakespeare. Aqui ficam alguns trechos.

"E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhar adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança."

"Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam..."

"Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos."

"Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos."

"Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode."

"Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes."

"Aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!"

Como o Natal é quando o Homem quiser...

E como o "meu" Pai Natal não veio na data exigida fico à espera que ele - ou o presente - cheguem durante o próximo ano.
Acho que também mereço...

"Desterrar" o passado


Estou para aqui sentado, sem nada para fazer. Aproveito para "desterrar" o passado, perdido algures. Guardado em cada música de CD's cheios de pó e de história. Cada música traz consigo uma memoria, um momento que recordo como se fosse hoje. O Rui e o Carlos são, hoje, os meus companheiros. Também foi com eles que passei lindos momentos no passado. Agarrado às músicas e às letras. Os CD's podem ter pó, mas as letras continuam actuais como sempre e de um requinte que só mesmo eles são capazes. Esta, que citei num comentário uma vez neste blogue, é das que mais gosto. Lembro-me de passar tardes a ouvi-la. De chorar, sorrir ou sonhar com ela. De a ouvir bem alto. Ainda hoje, não me é indiferente. Outros tempos, outras preocupações, um outro eu. Não necessariamente melhor, não necessariamente pior. Mas diferente. Porém, com a mesma ambição, a de ser feliz ao lado de alguém. A de poder partilhar cada alegria, cada lágrima, cada sorriso com esse alguém. Para ti terei sempre todo o tempo do mundo:

"Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço"

in "Todo o tempo do mundo"


J'te l'dis quand même

Já falta pouco...


Qual de vocês é que vem a minha casa?



Feliz Natal!

São os meus votos para todos os leitores do blogue mas claro, em especial, mas os meus dois grandes amigos que compartilham o mesmo comigo. É um prazer ser vosso amigo e espero que a nossa amizade, continue cada vez mais forte. A vida vale a pena com amigos como vocês. Sempre presentes para tudo, verdadeiros portos de abrigo dos quais eu não quero, jamais, prescindir. Se há coisa que mais pedi neste Natal, é que continuemos a contar muitos e muitos sempre juntos. Com diversão, com momentos melhores ou piores, com lágrimas ou sorrisos, mas acima de tudo com amizade, muita. Porque vocês são, definitivamente, de uma casta que já não existe...

Bom Natal para todos e continuem a passar por cá. Tudo de bom!

Have Yourself a Merry Little Christmas

Porque sorrir faz falta...

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Hoje enviaram-me isto. Haja alguém que, nem que seja por um instante, me faça sorrir e que pense aquilo que ali está escrito. Só cá faltava o "botão", o tal que "liga" e "desliga"...

Pessoa


O AMOR é que é essencial.
O sexo é só um acidente.
Pode ser igual
Ou diferente.
O homem não é um animal:
É uma carne inteligente,
Embora às vezes doente.

Fernando Pessoa

Hoje lembrei-me dele (de Pessoa, claro está). Quanto a mim, estou na mesma. Sem vontade de fazer nada. A juntar a isto, a gripe atacou-me e a minha cabeça está longe. Perdida algures num sítio estupidamente concreto. O coração está por aqui mas bem que podia ter ido com ela. Ou melhor, ter ido em vez dela. É que o "benouron" sempre resolveu dores de cabeça, mas já para o coração... ele comporta-se tal e qual um simples placebo.

Devaneios

Frio. Chuva. O normal para a época. Nada que a lareira não resolva. Enquanto isso, penso e escrevo. Sinto-me estranho hoje. Aliás, talvez não seja apenas de hoje. Algo melacólico, também fruto da época do ano e sem saber muito bem para onde me virar. Ele está aqui. Inclinado para o lado esquerdo como habitual. Vazio. Ou pelo menos sinto-o assim. Ou talvez deva dizer, gostava de o sentir assim? Mas também não importa muito. Bate e é o mais importante. Basicamente, estou para aqui a escrever sem sentido, sem me apetecer falar com quase ninguém. Tenho vontade de me fechar no meu mundo. Desistir de lutar. De fazer planos. De pensar no futuro. Há dias em que um "reset" fazia falta, mas não tenho a sorte dos computadores. Mas talvez um "reset" seleccionado, não daqueles totais. Há quem não queira perder ou esquecer, pelo menos de um certo jeito. Bem, acho que a cama está à minha espera. Grandes conversas tenho tido com a almofada. Deve ser das poucas que não me apetece "bloquear". Nunca mais acaba o ano.


Top Sexual_Feeling - A música do Ano

De uma forma ou de outra, várias foram as músicas que nos marcaram ao longo do último ano. Não só pela sua beleza mas também pelos momentos que nos fazem recordar. Algumas passaram mesmo pelo blogue ao longo da ainda curta existência do mesmo, outras não. Resolvemos em conjunto escolher 25 músicas que nos dizem algo sobre o nosso ano de 2007 e o que vos propomos é que até dia 29 de Dezembro às 00h escolham aquelas que gostem mais, para que desse modo possamos fazer um top 5 das mais votadas. Podem votar em mais do que uma, porque entendemos que é muito complicar escolher uma só. É claro que muitas outras ficaram por escolher, mas seria impossível colocá-las a todas, por isso...
Então, olhem para o vosso lado direito e votem.

Leona Lewis - Bleeding Love

Colbie Caillat - Bubbly

Amizades

Não foste só tu que tiveste a hipotese e oportunidade de me conhecer, eu também tive. Podia escrever mil e uma coisas sobre nós, sobre ti, sobre mim, sobre a nossa amizade, mas penso que tudo aquilo que nos aconteceu, e aconterá descreve tudo isso. Sabemos nós, aquilo que às vezes rimos e os bons momentos que passamos. Também os maus momentos são para se lembrar, com eles aprendemos algo. Algo que aprendi por vezes foi não querer perder a tua amizade, portanto, esses momentos até nem foram assim tão maus. Eu, não penso da mesma maneira que tu, para mim todos são meus amigos, e estou de braços abertos para receber toda a gente, até que me provem o contrário.
Este Natal pedi muita coisa, não sei a quem, mas pedi. Pedi a mim mesmo, porque não? Penso que deveria acreditar realmente mais em mim. Se quero ser feliz, tem de partir de mim. Claro que ter amigos como tu ajuda, e muito! Estou muito grato para contigo. Estou sem dúvidas que em 2008 terei a tua presença fisica, ou não, mas sei que vais estar lá.

Obrigado C,

um abraço bem apertado e quente para te aquecer deste frio :P

Jorginho ;)

Amizade

"Nunca gostei de oferecer o que quer que seja sem escrever alguma coisa. É um hábito aborrecido para quem me tem de aturar, mas paciência.
Acho que não precisaria de dizer que 2007 ficará para sempre guardado como um ano em que descobri uma das pessoas mais maravilhosas que tive ocasião de conhecer. Um amigo daqueles que não quero perder nunca e que vou guardar para sempre na memória. Feliz noite aquela em que sai de casa em Junho e tive a hipótese de te conhecer. Percebi naquele momento que tinha conhecido alguém demasiado especial e que tinha, afinal de contas, ganho um amigo, um grande amigo. Tenho sempre dificudade em "dar" o estatuto de amigo a alguém, mas podes estar certo que és seguramente um dos mais importantes deste grupo restrito e um dos dois por quem eu era capaz de dar a vida se assim fosse preciso.
Às vezes consegues magoar-me, mas a tua personalidade, o teu carácter, o teu coração, a forma quase descomplexada como encaras a vida, faz-me esquecer tudo e apenas querer desfrutar da tua companhia. Não sei se a poderei ter para sempre, mas adorava nunca mais te perder e poder contar contigo. Daqui, tens mesmo um amigo para a vida.
Gostava apenas que me fosses mais "indiferente" do que aquilo que és, mas quis o destino que sem querer te começasse a olhar como não devia. Aprenderei a viver com isso, espero.
Agora só quero uma coisa, desejar que o 2008 que se avizinha te possa trazer tudo aquilo que mais desejas e que sejas muito feliz. Alguém que tu ames e que faça por merecer o teu amor e o maior sucesso no teu curso. Mesmo longe sabes que podes contar comigo e que vou querer, em 2008, manter contacto frequente contigo, porque acho que já não sei viver sem a tua amizade. E qualquer dia destes vou lá visitar-te outra vez.
Que neste Natal também tenhas as "prendinhas" que pedires, mas acima de tudo que continues a ter razões para mostrar esse sorriso tão bonito que tens. E que 2008 te traga em dobro aquilo que de bom 2007 te trouxe.
Numa das coisas que pedi, é que continue a ter-te como amigo do peito, por isso vê lá se ajudas o Pai Natal. Ah, e claro, espero que gostes da prenda, embora continue a achar que mais importante do que qualquer prenda, são as amizades, e eu sinto-me feliz com a tua.
Um beijo enorme de um amigo que te adora e desejos de um excelente Natal e de um 2008 próspero e feliz. E sê tu mesmo jorgito. Genuino, natural e sincero. Apesar de muitas vezes duvidares, vales muito, demasiado mesmo e só mereces ser feliz.

Beijo, Bom Natal e Feliz 2008

C"

Sia - Breathe Me

Teste

Aqui fica um pequeno teste que me chegou por email e que foi feito a crianças de 5 e 6 anos para testar da sua aptidão para ingressar na primária. A pergunta é simples. Em que direcção segue este autocarro?
Apostas?





Tocar o céu



sentir o mundo
em cada olhar
pedir-te um gesto
para me encontrar

quando vou por sentidos
que só sei
seguir em ti

voltar de um sonho
tornar a ver
onde começo
sem me perder

quando vou por caminhos
que só sei
seguir por ti

procuro um lugar
onde anoitecer
a tocar o céu
procuro um luar
para lembrar o rumo
de um sonho meu

a ver um gesto
p'ra regressar
ter sempre no fim
uma estrela
p'ra me guiar

procuro um lugar
onde anoitecer
a tocar o céu
procuro um luar
para lembrar o rumo
de um sonho meu

encontrar-me aqui
guardar um segredo
e a cor do mar

procuro um lugar
onde anoitecer
a tocar o céu
procuro um luar
para lembrar o rumo
de um sonho meu

O meu presente de Natal (II)

Neste Natal, eu quero apaixonar-me por quem se apaixonou por mim e deixar de estar apaixonado por quem não gosta de mim. Simples. Também não estarei a pedir muito, ou estarei? Eu até teria uma ideia para te facilitar a vida Pai Natal... mas guardo-a para mim.

P.S. Um abraço especial para o Rudolph :)



O meu presente de Natal

Este Natal, eu quero um homem. Quero um homem que eu goste, e goste de mim. Simples. Estarei eu a pedir muito?

Candidatos?? :P

Palavras para quê?

São japoneses. Mas é do mais hilariante e ridículo que vi nos últimos tempos. Um pouco de humor também faz falta :)

Faz como eles no Discovery Channel...

... mas usa preservativo.

Compras de Natal


Hoje fui às compras de Natal. Algumas apenas. Quer dizer, poucas mesmo. É talvez o “ritual” que mais gosto nesta época. De facto, não morro de amores por receber prendas, se bem que gosto sempre que as pessoas pelo menos se lembrem que eu existo… mas adoro oferecê-las. A adrenalina de estar até ao último dia a procurar o presente perfeito para as pessoas, de correr até não poder mais até ao último segundo antes da ceia, porque um presente faltou, a dificuldade de o escolher, a alegria de ver um sorriso na outra pessoa quando o recebe. Enfim. Se há alguma altura em que adorava ter todo o dinheiro do mundo, era esta…
Por falar nisso, continuo sem escrever a carta ao Pai Natal… Mas temo que o único presente que queira, ele não seja capaz de me dar.

Já agora e numa pequena busca sobre o presente ideal para mim numa daquelas coisas em que eu acredito muito (irony mode on), encontrei isto:

“Dê presentes significativos, subtis, que valem mais pelo que representam do que pelo valor material. Este é o signo mais romântico e sonhador do zodíaco. Dotado de uma imaginação sem igual, o mundo da fantasia e o universo mágico, interessam-lhe e encantam-no. Sem dúvida é o signo mais ligado à música … cd’s são presentes certeiros para Peixes. Mas por favor, escreva também um cartão, envolva o seu presente num clima romântico e glamoroso. Normalmente os peixes são muito tímidos ao receber um presente, mas sentem-se profundamente tocados por esse gesto de afecto.”

Por acaso, desta vez encaixa-se na perfeição. Ele há coisas…


Férias

É sempre boa a sensação de entrar de férias. De olhar para trás e ver que depois de um ano de trabalho interrupto, posso agora descansar um pouco, pelo menos até ao início de 2008.
Acho que as vou aproveitar para organizar a minha cabeça e começar as obras de restauro do meu coração. Pensar pouco, sonhar menos e assentar arraiais na realidade. Já agora também pensar no 2007 que está a acabar e no que ele me trouxe. De mau, amores impossíveis. De bom, um amigo para a vida, que não mais esquecerei e um curso concluído. E claro, daquilo que gostava que acontecesse em 2008. Até lá, terei ainda de escrever a carta ao Pai Natal. Mas prometo não ser muito exigente.

Greenpeace

All That I Am

And I breathe where you breathe
Let me stand where you stand
With all that I am

I am the white dove for a soldier
Ever marching as to war
I would give my life to save you
I stand guarding at your door
I give you all that I am



Coração


Deito-me na cama, fecho os olhos e ouço-o bater. Batimentos compassados mas tristes. Está assim há uns dias. Na imagem mental está tu. Desta vez a chorar. Apetece-me chorar contigo, mas quero mostrar-me forte. Quero arrancar-te um sorriso e não sou capaz. Do meu rosto, arranco o meu último, e estendo-te a minha mão. Agora choro eu, mas sorris tu. Ainda assim estou feliz. O sorriso voltou de novo à face de quem amo e não me importo de chorar para a eternidade. É que, contigo ao meu lado a sorrir, há sempre hipótese de eu me curar.
Volto a deitar-me e continuo a ouvi-lo. Os mesmos batimentos compassados mas tristes. Quando terá ele descanso? Quando vai ele acertar?




Little wonders

É para ti.




Porque eu também choro...

Era eu quem chamava tristes aos meus amigos, hoje, sou eu o triste. Quem somos nós, sem amar e sermos amados?
Quem não tem como objectivo de vida ser feliz? Outros, como eu, apenas querem continuar a viver, porque a felicidade
já vai longe. Quero ver os outros sorrir, porque triste, chego eu. E quantas são as vezes que disfarço um sorriso. Enfim, sou um parvo, um mentiroso, alguem que se engana a si mesmo. Alguem um dia disse "quanto mais fieis somos para os outros, menos fieis somos para nós mesmos". Basta! quero ser eu, descobrir quem sou.

Onde estás tu?

Hoje, chorei...

P.S. desculpem qualquer parvoice... mas hoje apeteceu-me!

Abraço

Memórias


O acordar foi mau. A tarde péssima. Cabeça pesada, coração frio e uma tristeza daquelas... Mas, eis que um jantar tudo foi capaz de mudar. Reencontrar "amigos" com os quais partilhámos a infância, num jantar de turma foi o suficiente para arrancar sorrisos e gargalhadas num rosto fechado e carrancudo. Fiquei feliz de os ver e perceber que mudaram pouco. Todos eles bem sucedidos. E, apesar da distância que nos ousou separar, os laços mantêm-se. Firmes. Acho que já não me ria assim há muito tempo. Recordar histórias, lembrar pessoas e momentos, olhar para o passado mas sem esquecer o presente de cada um, fez-me sentir bem. Talvez eles nem imaginem o quanto eu mudei, mas foi bom revê-los. Também a eles devo muito do que sou. Provavelmente não são, hoje, os "amigos" mais próximos, mas são pessoas das quais eu tinha já muitas saudades. E os responsáveis por hoje, as lágrimas vespertinas terem sido substituídas por sorrisos à noite.

P.S. Coloquei a palavra "amigos" entre aspas porque, como tive oportunidade de dizer a um amigo hoje, continuo a seguir o lema do meu avô. Amigos, só mesmo aqueles por quem seríamos capazes de dar a vida. E desses, tenho apenas 2. Poucos mas bons. Aliás, como Guitton já dizia.

Porque...

... não conseguimos transformar sentimentos. Porque não conseguimos "queimar" etapas. Porque não conseguimos "obrigar" a que gostem de nós. Porque escolhemos sempre as pessoas erradas. Porque elas não "entendem" o quanto as amamos. Porque o amor não é correspondido. Porque amamos sempre quem não devemos. Porque o nosso coração tem vida própria. Porque o destino parece querer fazer pouco de nós. Porque cometemos duas vezes o mesmo erro. Porque não conseguimos levar os sentimentos com mais ligeireza. Porque não conseguimos que uns e outros nos sejam indiferentes. Porque descobrimos diariamente que sofrer por amor é das coisas que mais magoa. PUTA QUE PARIU a vida.

P.S. Desculpem. Foi só um desabafo.

Reflexão

Porque raios somos tão complicados? Porque queremos sempre quem não temos e não queremos quem temos? Há dias em que não devia acordar!

O que foi que aconteceu?

Depois de uma tarde inteira a ouvir Ana Moura não poderia evitar colocar aqui, uma das grandes músicas de uma voz notável. Aconteceu...


As voltas que a vida dá


Passei meses e meses tentando que o coração se refizesse. Tentando esquecer aquilo que todos os dias me surgia no pensamento vezes sem parar. Tentando não chorar, relembrando momentos fantásticos, dos melhores, da minha ainda curta vida. Tentando viver bem com tudo isso. Tentando seguir em frente e recomeçar... Pensei que, finalmente, tinha conseguido.
Mas esta vida dá tantas voltas...
Mesmo com receio de que volte a passar por tudo novamente arrisquei... O coração não bateu como outrora, mas bateu. Talvez porque ele, o coração, não esteja tão vulnerável. Será?...
O tempo o dirá.

Turbilhão

De emoções e sentimentos. Sinto-me "perdido", entre o risco de avançar e o medo de parar. Não disparas como eu queria. Não abrandas como eu desejo. Maldito, turbilhão!



Turbilhão


Vinicius de Moraes

Venha se perder nesse turbilhão.
Não se esqueça de fazer
Tudo o que pedir esse seu coração.

Tem muita gente que só vive pra pensar;
Existe aquele que não pensa pra viver.
Eu, por exemplo, na paixão,
Mesmo que tenha que sofrer,
Eu abro o jogo e o coração
E deixo o meu barco correr.

Tem muita gente que não quer se complicar;
Existe aquele que não perde a sua fé.
Eu, por exemplo, meu amigo,
Pelo amor de uma mulher,
Eu viro a cara pro perigo
E seja lá o que Deus quiser.

Sai uma pós-graduação para a mesa 6

Pobre país este, sempre mais preocupado com os títulos e as graduações do que com o conhecimento. Pobre país este sempre mais preocupado com médias e prefixos do que com o profissionalismo.

Portugal está a tentar colar-se à Europa, formando fornadas de mestres ou doutores, mal passados, sem se preocupar verdadeiramente na qualidade da sua formação. Este meu país vai no mau caminho e muitos, como eu, são "obrigados" a embarcar em pós-graduações em que não acreditam, mas que continuam a ser a única tábua de salvação neste nosso pobre país.

Qualquer dia, ter uma pós-graduação será mais fácil do que pedir um café. A diferença estará mesmo no preço. Porque o nível aprendizagem, não será muito diferente.

I rest my case!



Assim... também eu creio

Encontrei isto e adorei. Nisto, também eu creio:

Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na Deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,
Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,
Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,
Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o Amor tem asas de ouro.

Amén

P.S. Por desconhecimento não tinha colocado o nome da autora deste soneto lindíssimo. Assim, aqui fica: Natália Correia. Obrigado Paulo.

Procurei-te...

... mas não te encontrei. Vasculhei, vasculhei mas o mais que vi foram sombras. Não estavas nítido como queria. O encontro não aconteceu, mas pode ser que um dia destes se dê. Prometo estar mais atento no próximo. E nesse, mesmo que apenas uma sombra veja, vou correr ao encontro dela. Há alturas em que não nos podemos dar ao luxo de esperar uma eternidade pela "realidade real" e devemos aproveitar um pouco da "realidade ficcionada".


Amor

"O amor é o que fica quando o coração está cansado. Quando o pensamento está exausto e os sentidos se deixam adormecer, o amor acorda para se apanhar. O amor é uma coisa que vai contra nós. É uma armadilha. No meio do sono, acorda. No meio do trabalho, lembra-se de se espreguiçar. O amor é uma das nossas almas. É a nossa ligação aos outros. Não se pode exterminar. Quem não dava a vida por um amor? Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer, de quem queira, até ao fim da vida, cuidar e fugir, fugir e cuidar?"

Miguel Esteves Cardoso

Errei-o...


... outra vez :(

Devolve-me...

... o sorriso perdido. A alegria roubada. O riso contido. A paixão desperdiçada.

Por todos nós!


Passaram já mais de 20 anos desde da descoberta do vírus do HIV e consequentemente da SIDA se ter tornado num dos maiores flagelos da humanidade. Hoje, mais do que nunca, no dia mundial da luta contra a SIDA, este blogue associa-se a todos aqueles que caíram na "teia" de uma doença invisível mas bem real e à luta pelo combate contra a mesma.

Por nós, por vós... por todos. Unamo-nos numa luta comum!

Há quem resista...

Depois de um texto tão fluido e eloquente do meu amigo J :), até me sinto intimidado em escrever alguma coisa. Ainda assim, cá vai um pequeno vídeo. Sim, J, este não é triste. É que ainda há quem resista...


lol ! é a primeira vez que escrevo neste blogue. Não vi necessidade de escrever anteriormente, visto que todo aquilo que poderia escrever estaria fora do contexto. Enfim, os meus amigos são uns tristes e só falam de coisas tristes, e mesmo os filmes que recomendam são tristes. Bah!
Se não fosse eu, eles provalvemente seriam mais uns a contribuir para as taxas de suicidio. LOL!
Nem percebo como há pessoas que visitam este blogue, provavelmente por engano, ou também
serão pessoas tristes?
Bem... acho que já perdi tempo suficiente a escrever aqui.

Fiquem bem seus gays :P

Colorblind

Porque o importante não é ler, mas ouvir, ver e fundamentalmente sentir, serei telegráfico. O filme chama-se "Cruel Intentions" e a brilhante música "Colorblind" e é dos Counting Crows. O resto? Sintam!



Patetices


1. Não gosto de ser cercado. Nunca gostei. Não gosto de esgotar o meu "stock" de desculpas. Nunca gostei. Gosto de estar com quem quero e com quem me faz sentir bem. Sempre gostei.

2. Cada vez mais tenho certezas. Cada vez mais sinto o que não quero sentir. Cada vez mais vejo distante o futuro que ambiciono. Cada vez mais me desiludo com o presente. Cada vez mais, tenho saudades do passado.

3. Continuo com medo de encarar as pessoas e as ilusões. Acho que já nao tenho "vidas" para mais "histórias". Sinto-me perto do "game-over".

4. Ainda acredito no amor. No romantismo. Na estabilidade emocional. Ainda acredito que posso ser feliz. Continuo, teimosamente, a viver de utopias.

5. Sou pateta, porque sempre me deixei viver, pateticamente, acreditando nas patetices de uns patetas que imaginaram, um dia, o mundo sem eles. Pode ser que um dia encontre o meu... Pateta!

Filme - Un amour a taire

Recebeu no passado dia 11 o prémio de melhor longa-metragem do 11º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Madrid. O filme é de Christian Faure e foge aos habituais enredos, por juntar uma belíssima história de amor homossexual e os piores anos do regime nazi. Passa-se em 1942 e conta a vida da judia Sara e o casal gay Jean e Phillippe numa França que era por esta altura ocupada pelos nazis. Aqui fica o "trailler", mas aconselho desde já o filme.


Em coma...

É assim que me sinto. O soro que me enchia a alma já não chega e a máquina que teimosamente me mantém a respirar tem um trabalhar cada vez mais ténue. Não quantas vezes, já tentei desligá-la, mas o braço não responde ao estímulo. Procuro incessantemente sair deste estado, mas sempre que tento automedicar-me, escolho o antídoto errado. Em vez de curar, provoca-me homorragias sem fim no coração. Agora, deixei-me disso. Prefiro manter-me aqui. Acordado para um mundo, adormecido para o outro. Há-de chegar o dia em que o meu sorriso deixe apenas de ser exterior e também por dentro o possa sentir. Quando irei acordar não sei, nem tão pouco quem o irá conseguir. Mas espero que seja antes de derramar todo o meu sangue...

Still Loving You...

Com 42 anos de carreira, a banda alemã regressa a Portugal. Primeiro com um concerto em Lisboa na próxima terça-feira e depois na quinta-feira seguinte em Guimarães. Esta é uma das músicas mais emblemáticas, de um conjunto que nasceu em Hannover e que conta já com mais de 75 milhões de discos vendidos. Still Loving You...

Para reflectir

Hoje enviaram-me esta sms que não conhecia, mas que dá para reflectir:

"Havia uma miúda cega que se odiava pelo facto de ser cega! Ela também odiava todos excepto o seu namorado! Um dia ela disse que se pudesse ver o mundo casava com ele. Num dia de sorte, alguém lhe doou um par de olhos. Então o seu namorado perguntou: "Agora que podes ver casas comigo?" Ela ficou chocada quando viu que ele era cego e disse: "Mas eu não quero casar contigo porque tu és cego!" O namorado afastou-se em lágrimas e disse: "Cuida bem dos meus olhos..."

Dá que pensar...



Through her Eyes

A escolha musical de hoje vai para um grupo formado em meados da década de 80, chamado Dream Theater. Este é um single de 2000 do álbum "Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory". Uma música triste, é um facto, mas lindíssima e numa magnifica interpretação de James LaBrie.

Notas Soltas - Parte II

Está a acabar o Domingo e estou cansado. Não há dúvidas que a "farra" cansa e de que maneira, principalmente quando a ela se junta uma directa. O motivo? Visitar um grande amigo e perceber que ele está bem, apesar de tudo, nesta nova fase da sua vida. Tivesse descoberto o tele-transporte e já lá tinha regressado.

Agora estou por casa. E francamente cansado. Mas o pior nem é o cansaço físico, mas o mental. Acho que devem ter combinado insurgirem-se todos contra homossexuais aqui em casa. Qualquer coisa é pretexto hoje. Antigamente não ligava, agora magoa de uma forma que nem sei explicar. A vontade de responder até é grande mas, como sempre, a cobardia é maior.

Um fim-de-semana que começou com uma grande conversa, daquelas que já há muito pensava ter com um amigo. Daqueles do peito. Daqueles que estão acima de tudo. Tive receio que o que estivesse a dizer soasse a reprovação ou a censura, mas penso que o receptor percebeu a mensagem. Há alturas em os amigos devem servir para alguma coisa, principalmente aqueles que querem tanto o nosso bem. O errado não é, nem nunca foi, falhar. Mas não admitir que se falhou. Felizmente ele não padece do segundo síndrome e por isso é tão especial para mim. Neste mundo sentirmos que temos amigos e alguém sempre pronto a suportarmos é o mais importante. Por isso... não devemos nunca regatear esforços para os conservar!

Lembranças

Ontem, não consegui evitar uma lágrima, quando por mero acaso o zapping de um amigo parou em Forrest Gump. De repente, revi-me ali. Numa das cenas. O miúdo era eu. Aquela corrida era minha. Acho que um dos amigos terá percebido. O outro não. Talvez lhe conte porquê. Mas o passado pareceu-me tão real que me assustou. Ainda que os casos sejam diferentes.

KU



Eu também vou lá estar...

Wait for me (in London) guys...

Vai um joguinho?

Não acho piada nenhuma esconder o meu nome por isso mesmo a partir de hoje, meus caros, sou o Pedro. Prazer...
Não tenho escrito muito. O tempo é escasso, a vontade não é muita e a imaginação também não. Não tenho, nem de longe nem de perto, o dom da escrita. Gostava de saber escrever, por exemplo, como o C. Conseguir passar para o teclado, no caso, tudo aquilo que vai na minha cabeça, na minha alma, no meu coração. Mas está prometido que vou tentar, mais amiúde, dizer qualquer coisita....

Já que estou numa de me "apresentar", aqui fica uma foto para ver se descobrem qual o grande palco do dia a dia da minha vida.
Uma pista... É a cidade mais bonita do MUNDO! :)



Right here waiting for you

Apetece-me adormecer ao som dela. Vou fechar os olhos e sonhar. Só mesmo a almofada me entende. E se tiver vontade de chorar eu sei que ela não vai deixar de me "abraçar".




Notas Soltas

Frio. É assim que estáo tempo. E Eu estou aqui metido na cama, sem vontade de sair. Lá fora, dizem-me, está a chover mas francamente, nem me apetece ir ver. Estou para aqui a ouvir música. Linda por acaso. Mas algo triste, confesso. No entanto, não deixa de ser bonita.

Também estive entretido durante algum tempo a ver presentes para oferecer. Esta é a parte que mais gosto do Natal. Não recebê-los... mas dá-los - reparem que está no plural, para que não façam associações "pecaminosas" :) - mas mais uma vez, há pessoas a quem não sei o que oferecer. Mas também terei tempo.

Hoje também me bateu uma saudade de uma pessoa, que sei que se está a "divertir", num sítio bem mais frio. Nada que o gás da repsol não solucione (private joke). Espero poder matá-la em breve.

Também hoje comecei, imagine-se, a receber mensagens de Natal. Há-que aproveitar enquanto as redes não as cobram :), mas não acham que é cedo demais? Claro que não respondi. Daqui por um mês trato disso. Aliás, em relação às sms de Natal, devo dizer que prefiro curtas e personalizadas do que as habituais que são distribuídas aos montes. Feitios.

Nada

Hoje estou meio como o tempo. Mas pelo menos há a parte positiva de poder dizer, em plena quarta-feira, que já estou de fim-de-semana. Ainda assim estou naqueles dias em que tenho uma enorme vontade de não fazer nada. Mas mesmo nada. Mas mesmo, mesmo nada. E até o nada, acho que me pode cansar. Já tinha dito que não me apetece fazer nada?

P.S. E enquanto nada faço, apetece-me ouvi-la e senti-la...



Fake Plastic Trees

Hoje o tempo para escrever não é muito, por isso continuo com a senda das músicas. As duas últimas que coloquei tinham um denominador comum (além de ser bonitas claro está), o facto de figurarem no tal Top 10 das mais tristes da história que falei aqui. Desta feita, a música é dos Radiohead, dá pelo nome de Fake Plastic Trees e como curiosidade diga-se que ficou em 10º lugar nesse mesmo Top.


Leave right now?


A música que vos deixo hoje além de lindíssima (na minha opinião claro está), tem uma letra que dá mesmo que pensar. Quantos de nós não pensou, em qualquer momento da sua vida que o afastamento da pessoa que se começa a amar, mas que não corresponde com o mesmo amor, seria a solução de todos os problemas? Quantos de nós já não pensamos que a presença constante poderia aumentar esse nosso sentimento e por isso o melhor seria fugir? Mas, será mesmo a melhor opção? Será que não dói ainda mais o afastamento? Eu sempre achei que sim.

"I think I'd better leave right now/Before I fall any deeper/I think I'd better leave right now"

Será mesmo? E será que alguém consegue?



Portugal e ponto final

Enviaram-me isto hoje. Não sei se já conhecem. Achei tão surreal que não hesitei em colocar. Este nosso Portugal...

Drugs Don't Work

No final do ano passado, a revista britânica de música "Uncut" elegeu-a como a música mais triste da história tendo por base o trabalho do cientista Harry Witchel. Para medir o grau de tristeza que cada música provocava, ele mediu reacções como freqüência cardíaca, alteração na respiração e temperatura da pele. A música é dos "The Verve" e chama-se "Drugs Don't Work". Se é a mais triste da história não sei, mas que é uma das mais bonitas e com uma das letras mais tocantes disso não tenho dúvida.

Booked

Afinal, vou mesmo estar :)

O meu sonho


Também eu aceitei o desafio e por isso vou responder ao repto do Paulo do blogue Felizes Juntos, sobre os meus sonhos (com regras aqui). Nem a propósito, aqui há uns dias falei deles aqui. Mais propriamente do mundo dos sonhos, onde gostaria um dia de viver. De um modo ou de outro todos temos o nosso, mais ou menos louco, mais ou menos possível. O meu não é rebuscado. Não é mirabolante. Não é sequer especialmente entusiasmante de seguir para os leitores. É simples. Pelo menos na sua essência, mas impossível na actual conjectura.
Sonho em me sentir amado por quem amo, em ser abraçado por quem tantas vezes chorei, em beijar quem um dia desejei. O lugar também ele não necessitaria de ser demasiado especial. Sê-lo-ia de qualquer forma, tivesse ele o sorriso de quem amo. Mas uma noite estrelada, com uma lua destas e um simples abraço de comprometimento físico e espiritual, seria o bastante para tornar o cenário idílico. Mas quem já teve oportunidade de estar aqui talvez perceba que não haveria melhor local para amar. Já chorei aí. Espero um dia poder sorrir. Há de facto alturas em que sonho mais vezes, e pelo menos nessas, entro no "meu" mundo e sou verdadeiramente feliz. Haverá sonho mais bonito do que podermos dar o que há-de melhor em nós a quem nos quer bem? Duvido. Até prova em contrário, o amor continua a ser o sentimento mais bonito, apesar do tanto que por vezes nos faz sofrer.

E para continuar a "corrente", e apesar das opções de escolha serem agora bem menores, desafio os meus amigos e companheiros de blogue: P e J e também o Isidro do blogue Templo do Prazer e o autor do recém criado blogue Agora.


"Que nosso senhor a guarde em descanso..."



Descobri isto através daqui e só vem provar mais uma vez, não só o talento de Bruno Nogueira (imperdível qualquer espectáculo dele) como também o atraso que ainda é este nosso país. É que, infelizmente, ainda há muitas "Margaridas" por aí. Quantos mais anos serão precisos para mudar mentalidades destas?


Mentiras

Custa muito sustentar parte da nossa vida numa mentira. Custa imenso mentir a quem mais amamos. Custa muito enganar quem mais respeitamos. Os lábios tremem a cada mentira e o coração ressente-se. Um dia espero que me perdoem cada omissão, cada imprecisão, cada mentira. É que no meio de tudo, há uma única verdade que vos importará saber. Amo-vos. Mais do que tudo. Com toda a força. E agradeço por cada gesto, por cada carinho, mesmo que por vezes não me sinta digno de o merecer. Cada lágrima é um pedido meu... de perdão.

Still In Love (Kissing You)

I'm so in love
I'm still in love

I've never been in love quite before
until I saw your face
and watching stars without you
my soul cries
my hething heart
is full of pain
when we're apart
the aching

I'm kissing you
I'm kissing you

You're my father
you're my soldier
you protect me, boy you save me
you're my best friend
you're my husband
you are my doctor, counselor,
provider, professor, my everything

And I love you, I love you, I love you, yes I love you
I need you, I need you, I need you, I can't live without you
I trust you, I trust you, with every ounce of me
Just teach me, boy teach me, just take me

When we make love I can feel all your spirits
deep inside of me
Baby you're so pure

I'm Kissing you forever, and ever, and ever
I love Kissing you (kissing you, kissing you)

Boy I love everything about you baby
it's been so many years since we fell in love
we got something special baby
we can cry together
we can grow together
be ourselves together
and I love you more than music
yes I love you more than music

I rather be kissing you, oh
I'm kissing you oh (kissing you, kissing you)


Também quero... estar lá!

Lembranças de criança

Passar uma tarde em casa, como já há muito não me acontecia tem destas coisas. Dei por mim, metido na cama a sorrir a cada anúncio de brinquedos. Sempre foi este o indicador de estarmos próximos do Natal e hoje senti-me "puto" outra vez. Lembrei-me dos tempos em que passava horas e horas logo ao início da manhã a ver os anúncios de brinquedos com que sonhava. Deliciava-me com aquilo. Que momentos bem passados. O frenesim de devorar cada publicidade, cada animação, de ter tanto por onde escolher, de escrever a carta ao Pai Natal às escondidas, de viver cada dia em intensa contagem decrescente... A magia do Natal!
Hoje as coisas mudaram, já não sou a criança que era, mas também fico feliz por poder contribuir para que o Natal das "minhas" seja também mágico como era o meu. Ai ai... que saudades.
E pensar que quando somos crianças desejamos tanto ser adultos... tontos!

P.S. Ah, e a propósito. Quem não se lembra? :) A "miúda" chama-se Filipa Schlesinger e é hoje uma linda rapariga com 30 anos. Que saudades deste anúncio...



O mundo dos sonhos

Sento-me na cama, oiço música e penso. Fecho os olhos e sonho. Vagueio pela areia de mão dada com quem amo, deitamo-nos abraçados e olhamos o céu. Fazemos juras de amor e prometemos uma união eterna. O amor é agora correspondido e os sorrisos rasgados. A paixão que era minha, é agora tua também. Os abraços de que sentíamos falta, são agora o nosso presente. Os teus sonhos, são agora também meus.
Enfim acordado. O sorriso estampado no meu rosto era ficção. E parece agora envergonhado com o contacto com a realidade. Cada um continua só, à sua maneira, e procurando o mesmo mas ainda assim tão assustadoramente distantes. Para a próxima quero nascer noutro mundo. No dos sonhos.

Feliz

Estou feliz hoje. Com o sentimento do dever cumprido. Queixamo-nos do trabalho, mas quando somos recompensados tudo parece ter valido a pena.
O futuro é já hoje e é preciso começar a pensar nele, mas há-que aproveitar algum tempo livre (pouco) para descansar depois de um período de enorme tensão. Os meus amigos também não se esqueceram de mim e foi bom falar com alguns deles que apesar de longe, disseram "presente". Dois deles dos quais não tinha notícias há algum tempo. Mas a distância não apaga os laços que criamos.
Hoje é dos dias em que me apetece muito sorrir e já agora, ouvir esta música toda a noite (obrigado friend :)). É linda não é? O dia hoje também foi...


Tensão

Amanhã é o dia que culmina 8 meses de trabalho e quatro anos de dedicação. Amanhã terei sobre mim o peso da responsabilidade. Amanhã serei eu contra o "mundo". Mas sei que terei gente a torcer por mim. O problema é esta tensão que não passa e que me vai deixando com um mau humor que só visto.


Oferece-se recompensa...

... a quem encontrar um olhar brilhante, cintilante, feliz e apaixonante. A última vez que foi visto estava no rosto de um grande amigo, mas entretanto desapareceu sem deixar rasto. Pede-se ao causador do "rapto" que se entregue às autoridades e que o devolva urgentemente, porque os amigos sentem faltam dele. E eles prometem não descansar enquanto não o recuperarem... estão avisados!

A outra margem

Talvez "espicaçado" pelos comentários positivos ao filme, um deles no blog Felizes Juntos, fui ver o filme luso "A outra Margem". E devo dizer que corroboro de outras opiniões. Este é efectivamente o melhor filme português que já tive oportunidade de assistir. Confesso que estou longe de ser grande fã do cinema português, mas fiquei-o do filme de Luis Filipe Rocha.

É claro que não é um filme perfeito. É óbvio que provavelmente gostaria de um final diferente. Mas ainda assim fiquei satisfeito com a qualidade do filme. É mais uma vez a prova de que com um enredo simples é possível fazer-se um bom filme. Tocante. Vibrante. Arrebatador. A banda sonora (Corvos) é também ela de enormíssima qualidade e ajuda a tornar este filme tão especial. Mas o maior destaque vai evidentemente para a interpretação extraordinária de Tomás Almeida (Vasco). É impossível não se ficar cativado pelo miúdo da Crinabel.

No entanto, será também injusto não realçar as actuações de Filipe Duarte (Ricardo) e Maria d'Aires (irmã). A abordagem de temas habitualmente e hipocritamente "escondidos" (casos da homossexualidade, transexualidade, travestismo e trissomia 21) faz deste filme uma "pedrada no charco" na nossa sociedade mas que provavelmente estará condenado ao esquecimento. É que continua a haver assuntos proibidos.

Mas este é, sem dúvida, um filme a não perder!


Trabalho

Acordo na segunda-feira com o som do despertador. Está na hora de ir para o trabalho. Volto do mesmo já passava da meia noite. Às segundas, costuma ser assim.
É terça, mais um dia que vai ser passado na labuta. São 9h e já estou no emprego. Desta vez, ao contrário do habitual, não saio por volta das 21h, tenho de ficar até bem mais tarde. Olho para o relógio são 1h40m. Finalmente acabou.
Chega a quarta-feira. Ufa é folga!... Toca o telemóvel. Fodasse, pela terceira semana seguida, tenho de ir trabalhar à quarta. Chego a casa já os ponteiros indicavam 21h30m.
Quintas e sextas costumam ser mais calmas. Ainda bem, preciso de algum descanso. Mas... nada disso! Há bastante que fazer! 23h25, estou roto, vou para a cama.
Sexta-feira, o som de todos os dias "obriga-me" a sair dos lençóis. Apesar do dia intenso, às 18h30 já estava em casa.
Vem aí o fim-de-semana. Boa!... Para quem, nestes dois dias, manda o trabalho pró caralho.
Para mim são apenas mais dois dias de... trabalho.
E na vida há tanta coisa boa, que com tanto trabalho nem em segundo plano está...
E pensava eu que o trabalho era para ter alguns trocos para poder gastar... Esqueceram-se foi de inventar dias mais longos...

Há coisas que não entendo...

Uma delas sou eu mesmo...
Hoje, depois de mais um dia de trabalho, cheguei a casa e brinquei com o cão. Depois de descansar um pouco liguei a net e fiquei com o sentimento que me acham culpado, sem no entanto saber porquê.
Tenho de ser obrigatoriamente eu é? E porque não o contrário?

Confuso?
Eu também sou assim...

Silêncios

Há silêncios cortantes. Ensurdecedores. E sem razão aparente. E cuja personalidade da pessoa não pode servir de desculpa, sempre. Magoa mais a falta de palavras que o seu excesso. Mas há quem seja assim... dizem!

A estrela

Estou a escrever este texto e a olhar para a imensidão do céu. Negro. Arrebatador. Apaixonante. De entre as estrelas, há uma que brilha mais do que todas. Lá bem alto. Pela distância talvez pudesse ser o reflexo do teu sorriso. Ou o prolongamento do teu olhar. Ou então talvez seja apenas Sírius, imponente como sempre. De qualquer modo, prefiro imaginar que és tu. A estrela que mais brilha. Também por isso vou continuar por aqui a olhar para o céu. A olhar-te, entenda-se. Hoje estou com a "bateria fraca" e escolhi a estrela maior para me "carregar". Às vezes bem é preciso. Uns minutos assim de sossego, sem pensar em mais, apenas na vida. Já te disse que estás especialmente lindo hoje? Pois... claro que não te vi. Mas vejo a estrela. Já não te tinha dito que hoje me apetece fazer de conta que ela és tu? Pelo menos a ela tenho-a todos os dias... Bem agora deixa-me ir carregar o meu mp3, eu volto já para continuar a olhar para ti...

180

180 razões para ter saudade. 180 razões para sentir falta. 180 razões para amar. É um número grande demais...

Sorrisos

Vi hoje um que me preencheu. Lembrei-me de outro com saudade. Vou dormir com um também. Há dias assim. Em que nos apetece sorrir por tudo e ao mesmo tempo por nada. Hoje, sinto-me bem.

Obrigado

Hoje, mais do que nunca. Obrigado.

Count Down

5 dias, 120 horas, 7200 minutos, 432000 segundos...

I can't turn away from what i believe...

Ninguém vive, não dizendo o que sente. Apenas sobrevive. Ninguém vive, tendo medo de dizer à pessoa que ama, o quanto gosta dela. Apenas sobrevive. Mesmo que saiba que isso poderá ter "custos". Mesmo que saiba que isso pouco adiantará.

Disse uma vez a alguém que “nada do que é dito peca por excesso mas sempre por defeito, por mais que o receio de se dizer o que quer que seja por excesso seja maior do que a angústia de se dizer o que quer que seja apenas por defeito”. Confuso? Talvez.

Mas, posso ter ganho pouco por sempre dizer o que penso e o que sinto, mas pretendo continuar a viver assim. Prefiro arrepender-me do que digo, do que aquilo que deixei por dizer. E nunca me arrependi de dizer “amo-te”, qualquer que tenha sido a resposta…

Teimosia

Sempre foste muito teimoso. Ao ponto de, por simples "teimosia", não teres esperado que eu tivesse crescido. Mas eu desculpo-te, de cada vez que me dizem que a minha personalidade é muito parecida com a tua. De cada vez que me comparam contigo, sabendo eu que foste sempre uma pessoa tão adorada. Continuo a cuidar de quem me pediste e sei bem que continuas a ser o que melhor me compreende.

Desculpa também hoje não te ter ido visitar. Mas sou contra a ostentação. Sou contra o desfile de roupas e lágrimas. Sou contra a hipocrisia de que se reveste este dia. Não me lembro apenas de ti hoje, por isso vou-te visitar amanhã. Sabes, estou "crescido" e formado. Já sou um homem. Dizem que tenho os mesmos defeitos e virtudes que tu. Também sou teimoso. E vai sendo esta teimosia que me vai fazendo manter a ambição de um dia ser aquilo que tu foste e de fazer aquilo com que um dia sonhaste e não conseguiste.

Circo de Feras

Os Xutos e Pontapés comemoram 20 anos do lançamento de um dos álbuns - "Circo de Feras" - mais importantes da carreira do grupo. Hoje ouvi a música e resolvi colocá-la aqui. Se há letra que encaixa, esta é uma delas:




"A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Enconde-se à espreita

Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

(Refrão)
Enquanto esperavas no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)"

Às voltas

Definitivamente a minha vida tem andado de pernas para o ar nos últimos tempos e o chorrilho de emoções parece querer perseguir-me. Hoje, sinto a minha cabeça a dar voltas e a não encontrar um caminho.

Sinto o meu coração mais frágil do que o habitual, e sem cura para o constante sangramento. Sinto-me incapaz de decidir o que quer que seja e o pouco que tenho a certeza sei bem que em nada me pode ajudar. Nuns dias finto a tristeza mas noutros, ela parece voltar e para ficar. É nesses dias que sinto falta de tudo e de todos. Que sinto falta do tal abraço. É nesses dias que arrancarem-me um sorriso não é nada fácil.

Encarando a vida como um jogo, estaria na altura de lançar de novo o dado e partir para um caminho diferente. Mas se errar uma vez ainda se pode aceitar, errar duas já parece masoquismo. Estarei eu pronto para voltar a lançar um dado que não sei para onde me irá mandar? Se ao menos pudesse dar um salto ao futuro e perceber o que tenho afinal de fazer para que este vazio termine... Mas por hora, cá estou. Confuso e triste. Infelizmente como já vem sendo habitual.

No meio disto tudo, dou-me por feliz de poder dizer que tenho amigos (mesmo amigos). Muito poucos mas bons. Daqueles com quem já seria impossível não conviver. Daqueles que sei, que quaisquer que sejam as minhas decisões, estarão por aí. Aqueles para quem ainda consigo sorrir. Apesar de por vezes não poderem, por partidas do destino, serem aquilo com que um dia sonhamos.

Já agora e para terminar, nada melhor do que chegar a casa e receber de entre sorrisos um «olá “padinho”, tás bom?». Só ele para me fazer sorrir. Sim, confesso, sou um padrinho babado e adoro o meu puto :).

Para descontrair II

Continuando na senda. Aqui fica mais um "áudio" engraçado, desta vez com o "Special One" como destaque principal. Para ouvir e rir :).

Para descontrair...

Esta é uma versão alternativa da música de Rhianna que tanto sucesso tem tido, dada a conhecer no programa da manhã da Rádio Comercial, com Pedro Ribeiro, Vasco Palmeirim e Vanda Miranda. Aqui fica, um momento de boa disposição:


A Lua

Hoje estava especialmente bonita. Cheia. Imensa. Apaixonante. Da janela do carro apreciava-a e só queria que estivesses comigo a vê-la. Que vontade de a tocar. Que vontade de ir até ao seu encontro. Há dias assim. Com Luas lindas das quais não conseguimos afastar o olhar. São esses momentos que me vão preenchendo e que vão afastando tristezas. Hoje a Lua foi a minha fonte de energia, tal como o mar o é habitualmente. Hoje, foi nela que procurei as forças que me faltam e os sorrisos que escasseiam. Obrigado Dona Lua. Fico-te a dever uma!

Va lá querida(o), é pela tua saúde...

Quantos homens não começarão a dizer isto às suas respectivas? Mas atenção, nem só as mulheres podem ter cancro da mama, o que significa que neste caso, bem se pode dizer... "o homem tem a solução ali mesmo à mão".

Para ler, aqui.

No teu poema...

Esta é uma das músicas mais bonitas que alguma vez tive o prazer de ouvir uma tuna tocar. Esta é uma música que me traz grandes recordações e que, hoje, num dia mais triste, não me canso de ouvir. Vou ter saudades.





No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.
No teu poema existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura
e, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço
do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
existe um cantochão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.
Existe um rio
um canto em vozes juntas, vozes certas
canção de uma só letra e um só destino a embargar
um cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe a esperança acesa atrás do mundo,
existe tudo o mais que ainda me escapa
e um verso em branco à espera do futuro.

Pecado

Não haverá maior que magoar quem se quer bem. Não haverá maior do que entristecer ou desiludir, as pessoas mais importantes para nós. Não haverá maior do que, quando nos magoam respondermos com atitudes que possam magoar os outros. Não haverá maior do que, por um momento que seja, contristar quem não queremos perder. Não haverá maior do que responder a palavras que nos põe triste, com actos infantis. Não haverá pecado maior, do que magoar o nosso melhor amigo, ainda que sem intenção. Nessas alturas, só resta pedir desculpa e esperar que uma só atitude não possa melindrar uma grande amizade. Ok, amigo?

Barco negro...

De Manhã, que medo
Que me achasses feia(o)!
Acordei, tremendo
Deitada(o) na areia...
Mas logo os teus olhos
Disseram que não
E o sol penetrou
no meu coração

Vi depois numa rocha, uma cruz
E o teu barco negro
Dançava na luz...
Vi teu braço acenando,
Entre as velas já soltas...
Dizem as velhas da praia que não voltas
São loucas!
São loucas!
Eu sei meu amor:
Nem chegaste a partir
Tudo, em meu redor,
Me diz que estás sempre comigo.

No vento que lança
Areia nos vidros;
Na água que canta;
No fogo mortiço;
No calor do leito;
Nos bancos vazios;
No meu próprio peito
estás sempre comigo


David Mourão-Ferreira

Saudade


"Quem inventou a distância, não sabia o que era a saudade"

Se por outra razão não fosse português, pelo menos por esta teria de o ser. Tenho saudade de tudo, vivo com eterna saudade de todos e de todos os momentos. Saudades dos amigos, dos
amores, das conversas ou da felicidade. Saudade do passado que me ajudou a ser o que sou hoje. Saudade de ser o que nunca fui, sem também nunca o deixar de ter sido. Saudade de cada minuto que passou, saudade de cada abraço, de cada beijo ou de cada sinal. Saudade de cada gargalhada ou riso contido. Saudade das lágrimas vertidas por amor ou por causa da dor. Saudade da pessoa que mais admirava e que não me viu crescer. Saudade de quem um dia deixarei para trás. Saudade dos tempos em que te tive. Dos tempos em que, pelo menos alguma parte da tua vida, foi minha. Do que jamais terei saudade é dos tempos em que tinha saudade, porque tê-la-ei sempre e a cada instante. Tal como a palavra, também tu continuas sem tradução...

Late Summer

Um fotógrafo relembra um verão especial que passou com seu primo mais velho. Os sentimentos despertados e o inesperado desfecho dos acontecimentos, escondidos por trás de sua melhor foto.




Disparates

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É uma figura incontornável do século XX e um dos principais impulsionadores da Biologia e da Medicina. Chama-se James Watson e foi o co-responsável pela descoberta da estrutura molecular do ADN, tendo sido prémio Nobel da Medicina em 1962 Mas não há dúvida que Watson (79 anos), já não caminha para novo e vai-nos habituando a algumas declarações polémicas.

Depois de em 1997 ter, em entrevista ao "The Telegraph", afirmado que "se um dia se descobrisse que a homossexualidade está gravada nos genes, então as mães de bebés com esses genes deveriam ter o direito de abortar". E que agora vem dizer acrescentar"que deviam ter esse direito porque quase todas gostavam um dia de ter netos". Veio agora causar nova polémica em entrevista ao "Sunday Times".

Após os comentários homofóbicos, foi a vez dos comentários racistas. É que, James Watson, defende que geneticamente os negros são menos inteligentes que os brancos. “Toda a nossa política social está baseada no facto da inteligência deles [dos africanos] ser a mesma que a nossa. Mas todas as experiências dizem que não é bem assim”, afirma, para depois acrescentar: “Quem tenha que lidar com empregados negros sabe que isto não é verdade”.

Haja paciência para quem um dia foi tão respeitado.


Música da minha vida...

Continuando na senda do P, que aqui há dias, colocou a sua música de eleição, hoje faço o mesmo. É a música que me lembra dos melhores momentos que passei na minha vida. Uma música lindíssima - ainda que prefira a versão acústica - e que já tive o privilégio de ouvir ao vivo. Bryan Adams no seu melhor, com "Heaven".
Que saudades...


...

Termino o Domingo em lágrimas. Arrependido do que disse. Desesperado por não ser capaz de mudar um sentimento em mim, nem nos outros. Deito-me cedo. Escondo-me debaixo da almofada. Só ela me compreende. Entram no quarto e perguntam se estou doente. Definitivamente deitar-me cedo, não é habitual. Choro. Ouço música e adormeço.
2.30h. O telemóvel toca. Do outro lado, uma amiga desesperada. Tinha acabado de "destruir" o carro, que o pai lhe tinha dado um mês antes. Saio da cama, ainda ensonado e vou a caminho da cidade dela. Está em choque. Trato dos papéis. Chamo o reboque e levo-a a casa. Regresso à minha cidade e volto a dormir.
9.03h. O telemóvel volta a tocar. É o meu chefe aos berros. Discute comigo e muito. Fico sem reacção. Pergunta e responde. Chama-me irresponsável. Marca reunião para a tarde. Eu...nada digo. De novo, só me apetece chorar.
Está visto que a semana não augura nada de bom. A boa notícia? É que se começa assim, dificilmente acabará pior.

Será crime...

... pedir uma a quem se ama?

Gestos

14 de Outubro. É a data de aniversário de um "puto" especial que conheci há uns tempos. Vi este vídeo e lembrei-me de o colocar hoje. Às vezes penso que choramos e sofremos por "pouco", comparando com a sorte que temos. Este é um vídeo absolutamente arrepiante e com enorme simbolismo.


Como esquecer alguém em 5 minutos ou talvez mais um bocadinho

É este o título de um texto do maluco Fernando Alvim. O homem, de facto não parece ter as luas todas, mas estava inspirado quando escreveu no seu http://esperobemquenao.blogspot.com o texto que aqui fica...







Antes de tudo, há que reconhecer que este poderia ser um belo nome para um daqueles livros que as pessoas oferecem umas às outras apenas e só pelo título e que usualmente se encontram em qualquer bomba de gasolina, no corredor do fundo, lado esquerdo, junto aos jornais. Não interessa o autor, nem se alguma vez se leu alguma coisa, nem se os críticos do mil folhas falaram bem, o que importa mesmo, é a mensagem que o título oferece a quem o recebe. E se depois lá dentro, nas páginas que se refugiam na capa, o conteúdo não for grande coisa, isso de nada importa. Entrega-se o livrinho como se estivéssemos a entregar uma senha de papel com uma mensagem, a fazer olhinhos, para a miúda que está na carteira ao lado: “Vai onde te leva o coração!”, “Fazes-me Falta!” “Não há coincidências” e claro o inevitável “Amo-te”.

Houvesse um medicamento, que depois de tomado nos fizesse esquecer a pessoa que amamos e as farmácias ficariam inundadas de gente à sua procura. Existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz lembrar esse alguém e ficariam enormes as listas de espera para essa cirurgia. Mas não existe. Não há. Não se vende, nem se opera.

Mas pode-se esquecer? Pode. Como assim? Ora, usando uma técnica vulgarmente usada pelos bombeiros para extinguir os incêndios. O lendário truque do “Fogo contra Fogo” que basicamente consiste em lançar outro fogo em direcção ao que vem a arder. Assim, queima-se uma área que ainda não esteja ardida, para que quando o fogo lá chegar nada mais tenha para arder. E é limpinho.

O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom e fazer com que as coisas que estejam associadas à pessoa que queiramos esquecer não nos pareçam assim tão agradáveis. E quando ela – leia-se o incêndio – aparecer, já só resta terra queimada.


E assim, aproveitando esta bonita analogia dos incêndios, é justo revelar que aqui o grande problema é o vento, o vento que pode reacender as chamas. E esse vento, pode ser uma chamada dela – que ninguém atenda o telefone – uma súbita vontade de lhe ligarmos nós, às 4 da manhã com uma voz notoriamente embriagada – apague-se já o número – ouçam, o vento pode ser uma foto dela ainda no quarto – que se guarde isso numa gaveta escura – uma carta que imbecilmente relemos – perigo, perigo! – Aceitar um convite para jantar a dois sob o pretexto de irmos falar sobre o ambiente no mundo – isso é muito arriscado – ir a casa dela rever a primeira temporada dos Sopranos em dvd – que fique claro, ao aceitarem este convite, isto já nem será vento, mas possivelmente, um tornado.



E assim, voltando à perniciosa técnica do fogo contra fogo, o mais importante, é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo. É dizermos “isto é muito bonito e tal, mas eu tenho que sair daqui antes que se faça tarde” e assim, ao não permitirmos recaídas que sabemos que só irão adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz de as reanimar.